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segunda-feira, 28 de junho de 2010

100 FILÓSOFOS


Os cem retratos incluidos neste volume constituem uma história portátil da filosofia, uma magnífica síntese das posições de cem filósofos. Vão até ao cerne de cada sistema para identificarem os seus instrumentos, que usamos nas nossas próprias construções. Podemos também levá-los connosco, nas nossas viagens, tanto para as ilhas dos nossos tormentos como para as das nossas felicidades. Um vasto panorama em que os filósofos ganham vida, animam os seus conceitos em transportes de ideias precisas como flechas.

100 Filósofos - De Aristóteles a Wittgenstein, Jean - Clet Martin, Teorema, Janeiro de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

ENIGMAS DA EXISTÊNCIA


«Uma introdução à metafísica acessível, competente e apaixonante, escrita por dois filósofos de primeira linha.»The Times

O que é o tempo? Serei realmente livre ao agir? O que faz de mim a mesma pessoa que era em criança? Porque há algo em vez de nada? Será que sou realmente livre, ou tudo está determinado desde antes do meu nascimento? Se alguma vez deu consigo a fazer algumas destas perguntas, este livro é para si. Tratando ainda da existência de Deus e da constituição última da realidade, eis um guia para quem gosta de raciocinar cuidadosamente sobre estes e outros temas — incluindo o problema de saber o que é afinal a própria metafísica. Enigmas da Existência torna a metafísica genuinamente acessível e até divertida. O seu estilo vívido e informal dá fulgor aos enigmas e mostra como pode ser estimulante pensar sobre eles. Não se exige qualquer formação filosófica prévia para desfrutar deste livro: qualquer pessoa que queira pensar sobre as questões mais profundas da vida considerará esta obra um livro provocador e aprazível.

Título: Enigmas da Existência
Subtítulo: Uma Visita Guiada à Metafísica
Autor: Earl Conee e Theodore Sider
Colecção: Filosoficamente,
Preço: Euros 13,33 / 14,00
Págs.: 272
Filosofia
Editora: Bizâncio
(Disponível nas livrarias a partir do dia 22 de Março)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

VIVER PARA QUÊ?


Quem não conhece a filosofia poderá pensar que procurar o sentido da vida é a tarefa central dos filósofos. Isto é historicamente falso. Na sua maior parte, os filósofos não abordaram o problema do sentido da vida, e os que o abordaram não fizeram geralmente disso o tema principal das suas investigações.
O leitor comum poderá igualmente esperar que os filósofos se pronunciem um pouco como gurus, declarando do alto da sua inacessível montanha qual é o sentido da vida. E a nós, meros mortais, restar-nos-ia então seguir tais oráculos, ainda que nem os compreendamos muito bem. Esta concepção resulta talvez da dificuldade em compreender a natureza da filosofia. A filosofia não é religião, nem uma prática iniciática de vida; ao invés, é o lugar crítico da razão, como por vezes se diz. Estudar filosofia é aprender a ser crítico, que é precisamente o que os gurus não podem dar-se ao luxo de permitir aos seus acéfalos discípulos. A ideia de que Platão, por exemplo, era discípulo de Sócrates, nessa acepção iniciática, é falsa, tal como é falso que Aristóteles tenha sido discípulo de Platão nessa acepção. Estudaram uns com os outros, sem dúvida, mas porque foram estudantes de filosofia criticaram, divergiram e discutiram argumentos com os seus professores - e fazer filosofia é precisamente isso.
A filosofia não é um corpo de conhecimentos que nos baste assimilar acriticamente, mas antes a actividade crítica de estudar ideias e argumentos minuciosamente, para ver se serão plausíveis ou não. Por isso, não se encontra nos melhores filósofos um conjunto de instruções esotéricas para dar sentido às nossas vidas. O que se encontra são estudos cuidadosos de diferentes ideias e argumentos sobre o problema. Isto não significa que não existam conclusões consensuais, entre os filósofos actuais, sobre o sentido da vida. Significa apenas que o trabalho filosófico é fundamentalmente a discussão minuciosa e paciente dessas conclusões e dos argumentos que as sustentam.
Viver para Quê? Ensaios sobre o Sentido da Vida, Organização e Tradução de Desidério Murcho, Filosofia Pública, Dinalivro - pp 9-10

terça-feira, 10 de novembro de 2009

VIVER PARA QUÊ?





Filosofia Pública Dinalivro

Direcção de

Pedro Galvão Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa

Esta colecção proporciona aos leitores de língua portuguesa antologias de ensaios filosóficos centrais. As antologias incidem em questões capazes de interessar a um público muito amplo, e não apenas a investigadores e professores especializados. Cada um dos livros reúne ensaios de qualidade internacionalmente reconhecida, introduzindo o leitor num debate filosófico vivo em que as diversas perspectivas são defendidas pelos que melhor as representam.
2009
Viver Para Quê? Ensaios Sobre o Sentido da Vida Organização e tradução de Desidério Murcho, Universidade Federal de Ouro Preto
Retirado de Crítica na Rede

domingo, 1 de novembro de 2009

SABEDORIA SEM RESPOSTAS


Uma Breve Introdução à Filosofia



"Como o apresentaria Sócrates ao estudo da filosofia? Provavelmente como faz este livro. Trata-se de uma obra deliciosamente provocadora que o ajuda a entender a filosofia como a entendiam os grandes filósofos: uma actividade feita de questionamento e raciocínio, e não apenas um conjunto de informações. Em 14 capítulos cheios de vivacidade, aprenderá a evitar as respostas fáceis e será conduzido ao mundo fascinante do pensamento filosófico. Serão examinadas algumas das questões fundamentais:

Deus existe?

Porque existe o Universo?

O que é o eu?

Qual o significado da vida?

Que é a morte?

Dispomos de livre-arbítrio?

Que é o conhecimento?

Que significa a moral?

O leitor poderá abordar frontalmente estas perguntas e explorará os modos como elas o afectam. E aprenderá a abandonar as respostas preconcebidas e a pensar de forma crítica nas ideias filosóficas que podem transformar a sua vida."

Aqui fica o Prefácio da obra como forma de despertar a curiosidade para a leitura.

"Sócrates era o filósofo por excelência. Sabia apenas isto: que, em última análise, nada sabia. Mas possuía a capacidade de mostar aos outros, por mais sofisticados ou eruditos ou pretensiosos que fossem, que também eles nada sabiam.
Sócrates usava a filosofia para pôr tudo em causa, mesmo aquilo que ele tomava como garantido ao pôr tudo em causa! Usou a filosofia - como todos os verdadeiros filósofos usam - para mostrar como podemos tirar o tapete debaixo dos nossos próprios pés, como cortar através do escudo de respostas que nos separa do mistério.
Este livro dá ao leitor as boas-vindas à filosofia da forma como Sócrates, se ainda estivesse por cá, o faria: pondo-lhas fora do alcance durante o tempo suficiente para que possa ter a experiência da sabedoria do desconhecedor.
Muitas pessoas chegam à filosofia com a impressão falsa de ela ser apenas de um corpo de conhecimento. Esperam receber informação em vez de pensarem por si mesmas. Muitas vezes pressupõem ter as respostas para as perguntas que os filósofos pretendem reabrir de uma nova forma. Por conseguinte, os filósofos queixam-se muitas vezes de que os seus estudantes não estão nem motivados nem preparados para lidar com a matéria usada nas disciplinas introdutórias.
Este livro está concebido para resolver os problemas da motivação e da preparação. Mostramos, em vez de dizer, que a filosofia é uma actividade de perguntar e raciocinar e não um corpo de informação. Envolvemos os estudantes nas competências de que necessitam para interagirem criticamente com a matéria tipicamente apresentada numa disciplina introdutória. E, sobretudo, desconstruiremos sistematicamente a afeição dos estudantes pelas respostas feitas, deixando-os preparados para dar novos sentidos às coisas." (...)


Sabedoria sem Respostas, Uma Breve Introdução à Filosofia, Daniel Kolak e Raymond Martin

Temas e Debates, 1ª edição: Fevereiro 2004