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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A Natureza, a Humanidade e ainda a Obrigação moral


Ao longo deste ensaio tentarei defender a minha posição relativamente a este assunto assim como mostrar que “O valor moral das acções provém das intenções com que são praticadas” (Kant). Tentarei expressar a minha opinião relativamente ao facto de que devemos preservar a natureza e não deixá-la de parte. A natureza é extremamente necessária para a nossa sobrevivência e é por isso que devemos preservá-la.
O homem tem usado a natureza para proveito económico não se preocupando o suficiente com a preservação desta. A natureza é um bem essencial para a sobrevivência de todos nós e isso inclui logo à partida uma obrigação moral. Devemos a nós próprios a nossa sobrevivência na terra, logo devemos preocupar-nos com a natureza! Cada homem deve agir de modo a que os efeitos das suas acções sejam compatíveis com a permanência da sua vida na Terra. Deste modo o desenvolvimento e o crescimento das sociedades deverão ser levados a cabo de um modo sustentável, levando em consideração, por exemplo os seguintes aspectos: os recursos renováveis não devem ser utilizados a um ponto que exceda a capacidade do sistema de se renovar.  

domingo, 16 de maio de 2010

SERÁ MORAL A ADOPÇÃO DE CRIANÇAS POR CASAIS HOMOSSEXUAIS?



Neste ensaio, pretendo mostrar que a adopção por parte de casais homossexuais é uma atitude inaceitável. Está também, nos meus objectivos, mostrar que as crianças são seres portadores de autonomia e livre-arbítrio e não meros objectos.
Todas as crianças devem ser respeitadas. Um adopção homossexual de um criança pode conduzir a danos graves e permanentes na mesma.Do ponto de vista ético, não parece correcto promover a felicidade de dois indivíduos, negligenciando a de outro.
Qualquer pessoa que não concorde com o meu argumento pode afirmar:
a) Todo o Homem tem direito a fundar matrimónio e criar família, tal como consta na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
b) Um criança adoptada é mais feliz que uma criança órfã.
Parecem bons argumentos mas, se os analisarmos com mais cuidado, podemos ver que não o são totalmente.
Sabendo que a orientação sexual não é um escolha e sim uma característica que acompanha cada um desde a sua nascença, não me oponho à união homossexual. Indíviduos homossexuais podem fundar matrimónio e não terem necessariamente de criar família. Porém, existem muitas maneiras de se atingir a realização e a felicidade individual, sem ter que, necessariamente, utilizar outros como meios.
Quanto à afirmação que uma criança adopatada é mais feliz que uma criança órfã, não é de todo verdade. Uma criança na idade da infância que seja adoptada, pode - se habituar ao meio familiar homossexual e se adaptar nele perfeitamente. Mas, uma criança que já tenha a mínima noção do mundo real, pode já ter definidas as suas crenças e desejos e, subitamente, se ver confrontada com algo que não deseja e que nunca vai tolerar inteiramente, por mais que seja obrigada.
Além disso, uma criança com pais adoptivos homossexuais, dificilmente passará uma juventude livre de represálias, desprezo e rejeição por parte dos outros jovens com quem convive. Num orfanato, ela pode não ter pais mas viver em boa comunidade com os restantes, o que a pode tornar numa criança relativamente feliz. Num caso de intolerância como o anteriormente descrito, a felicidade da criança está seriamente comprometida.
Há ainda outro argumento que, tenho a certeza, muitos usariam contra o meu. Este argumento diz que, a educação dada pelos pais à criança, é indiferente seja dada por pais de sexos iguais ou diferentes.
Este pode parecer um bom argumento, mas não é. Sabe-se que, na adolescência, certos tipos de assuntos são mais fáceis de serem abordados pelos jovens através de pessoas do mesmo sexo. Um filho adoptivo de um casal homossexual lésbico, dificilmente se sentirá confortável para abordar certos assuntos relativos à idade e, como consequência, tentará omití-los e escondê-los dos pais, o que não é algo realmente justificável. O mesmo se passa com um caso inverso de sexos. Uma criança necessita, portanto, de uma mãe e de um pai para se sentir confortável e não de dois pais ou de duas mães.
Concluo assim que, a adopção homossexual é inaceitável e, que as crianças têm direitos que devem ser respeitados, dentro deles a sua autonomia e o seu livre-arbítrio. Pois, segundo dizem, as crianças são os futuros adultos e, para mim, só se torna adulto quem descobre o caminho da felicidade.
Gabriel Lomba - 10ºA

sexta-feira, 14 de maio de 2010

SERÁ QUE OS CASAIS HOMOSSEXUAIS DEVEM TER A POSSIBILIDADE DE ADOPTAR CRIANÇAS?


Será que os casais homossexuais devem ter a possibilidade de adoptar crianças?

Será que um casal homossexual, com estabilidade emocional, financeira, tal como um casal heterossexual, que deseje ter um filho, deve poder recorrer à adopção para satisfazer esse desejo? É essa a questão que vou tentar responder neste ensaio.
O meu objectivo com este ensaio é mostrar que é incorrecta a adopção de crianças por parte de casais homossexuais, pois qualquer indivíduo tem direito a ter um pai e uma mãe de modo a ter um exemplo a seguir. Irei tentar refutar as objecções aos meus argumentos da melhor forma.
Este assunto é cada vez mais debatido na actualidade, e alvo de muita polémica, pois está em causa a felicidade das crianças, que estão envolvidas neste processo, e são elas que virão a ser afectadas caso esta medida seja aprovada. Devemos procurar chegar a uma solução plausível, para se possa resolver o assunto da melhor forma.
As teses que são a favor da adopção de crianças por casais homossexuais defendem que os homossexuais têm os mesmos direitos dos heterossexuais, e como não podem ter filhos, deve-lhes ser concedida a possibilidade de adopção.
Do ponto de vista de quem é contra a adopção por homossexuais, estes não devem adoptar crianças pois vão comprometer a sua felicidade e a formação da sua orientação sexual.
A tese que eu pretendo defender é a de que a adopção por homossexuais é incorrecta e como tal devia ser impedida, pois está posta em causa a lógica da natureza, em que os filhos são o fruto de uma relação entre seres de sexo oposto. E porque as crianças irão ser prejudicadas involuntariamente durante este processo.
Apesar de não ser contra o casamento gay, pois todos devem ter o direito de comandar a sua própria vida amorosa, oponho-me à adopção por homossexuais.
Argumentos contra a adopção por casais homossexuais:
As crianças que estão disponíveis para a adopção têm falta de exemplos paternais, de um pai e de uma mãe, que lhes mostrem como devem agir, o correcto e o incorrecto.
Se estas crianças forem adoptadas por casais homossexuais irão procurar agir de acordo com os exemplos dos seus pais, podendo também tornar-se homossexuais.
Logo a adopção de crianças por casais homossexuais é errada, pois estes irão influenciar a orientação sexual dos seus filhos de uma maneira errada.
Caso uma criança possua pais do mesmo sexo irá ser confrontada com a rejeição da sociedade perante a sua situação.
Isto poderá provocar interrogações, vergonha e complexos na vida da criança adoptada.
Então não deve ser permitida a adopção por casais homossexuais porque a criança e a sua vida social irão ser prejudicadas.
Segundo a natureza do ser humano os filhos são o fruto de uma relação de indivíduos de sexo oposto.
Um casal homossexual não pode ter filhos.
Duas pessoas do mesmo sexo terem filhos vai contra as leis da natureza, então não lhes deve ser permitida a adopção de crianças.
Objecções/Resposta às objecções
- Não é a orientação sexual dos pais que irá alterar o comportamento das crianças.
Filhos de pais homossexuais não irão tornar-se obrigatoriamente homossexuais.
Logo as crianças cujos pais sejam homossexuais não são influenciadas por esse factor.
Resposta: Se as crianças não fossem influenciadas pelos pais relativamente à sua sexualidade então também não iriam ser influenciadas noutros aspectos, como por exemplo, nos seus gostos. Mas são influenciadas.
Então os pais incutem, mesmo que involuntariamente, a sua orientação sexual nos filhos.
- As crianças disponíveis para a adopção que foram, por exemplo, maltratadas, ou abandonadas, terão um melhor tratamento caso sejam adoptadas por casais homossexuais.
Resposta: Existe diversos casais heterossexuais em lista de espera para adoptar uma criança, então não há necessidade de recorrer a casais homossexuais que poderão perturbar e confundir as crianças.
- Os homossexuais podem dar aos seus filhos uma vida melhor e ajudá-los a crescer da melhor maneira.
Logo, pais homossexuais podem ser tão bons ou melhores que os pais heterossexuais e irão ajudá-los no seu crescimento.
Resposta: Todas as crianças necessitam de conselhos de como agir, de ambas as partes, paternos e maternos, pois é importante uma opinião masculina e uma opinião feminina.
Se a criança for filha de homossexuais, não poderá beneficiar destas opiniões, pois só saberá a opinião de um dos sexos.
Logo não irá crescer com as suas opiniões devidamente esclarecidas, e irá ter diversas dúvidas durante a sua infância.
Em suma, julgo que a adopção por homossexuais é incorrecta, pois irá prejudicar as crianças envolvidas, e não deve ser aprovada, apesar de concordar com o casamento homossexual.
Na minha opinião, as crianças podem ser influenciadas pelos seus pais, relativamente à sua sexualidade, apesar de admitir que existem excepções. O papel distinto de um pai e de uma mãe é muito importante na formação de um indivíduo.
José Sereijo, 10ºA

terça-feira, 11 de maio de 2010

A ADOPÇÃO DE CRIANÇAS POR PARTE DOS CASAIS HOMOSSEXUAIS DEVE SER PERMITIDA?



A adopção de crianças por parte dos casais homossexuais deve ser permitida?
Pretendo com este trabalho mostrar a minha opinião sobre um dos direitos dos casais homossexuais. Este tema levanta muitas confusões, pois as opiniões divergem muito, cada pessoa tem maneiras diferentes de pensar.
O Homem foi criado com o direito de pensar e renovar tudo o que faz parte do seu mundo, e tem o direito de ser livre, de fazer as suas próprias escolhas.
A mulher e o homem foram criados um para o outro para se amarem e terem filhos, dando assim continuidade à espécie humana. Ora o amor homossexual impõe várias dificuldades, quer pessoais quer públicas que nem sempre compreendemos.
Mas o que importa é que sejamos feliz, que haja amor entre as pessoas. Há casais ditos ”normais” que muitas vezes são infelizes, não há respeito entre o marido e a mulher, não confiam um num outro. E casais que realmente se amam mas só por serem do mesmo sexo, não são recebidos de braços abertos na sociedade.
Uma questão muito debatida é a adopção de crianças por partes dos casais homossexuais, com a qual eu concordo. Para mim qualquer criança tem o direito a ter uma família, ter futuro, ser feliz.
Os homossexuais ao adoptarem um filho, estão a dar oportunidades ao mesmo de avançar com a sua vida, o que implicaria algumas dificuldades em viver no futuro (caso não fosse adoptado).
Os que não concordam com o meu argumento afirmam que a criança pode ser prejudicada pela sua educação ao ter como pais dois homens ou duas mulheres, pois é certo que todos nós sabemos que há muitas questões que devem ser tratadas com os pais, mas outras que devem ser tratadas e discutidas com as mães. E essas crianças também podem ser alvo de preconceitos por parte da sociedade por serem filhos de homossexuais, pois tal facto pode levar a que certas pessoas pensem que essa criança pode vir a assumir a homossexualidade como os próprios pais.
Parecem bons argumentos mas uma criança é adoptada, porque é desejada por essas pessoas e é seguramente mais feliz do que muitas outras com famílias de casais heterossexuais. E por outro lado será possível encontrar alguém que sirva de pai ou de mãe que tanta falta faz. Um tio, uma tia, uma avó, um avô… Nunca é tarefa a mais, dar um lar a uma criança.
Depois, é verdade que a homossexualidade não dá continuidade à vida humana. Mas como e óbvio nem toda a gente vai seguir esta forma de vida, não vão todos optar por ser homossexuais, e por isto vai continuar a reprodução da espécie humana.
O ser humano é o grande motivo para a mudança do mundo. É ele que faz com que as coisas mudem, que evoluam. No entanto, não cabe a cada um de nós escolher a vida dos outros, pois todos os homens são seres dotados de autonomia própria.
Concluo assim que deve existir direito à homossexualidade e adopção de crianças por parte de casais homossexuais. Espero ter conseguido demonstrar a minha opinião sobre este tema que tem levantado acesas discussões.

Liliane, 10º Ano

sábado, 8 de maio de 2010

SERÁ LEGÍTIMO A ADOPÇÃO POR PARTE DE CASAIS HOMOSSEXUAIS?



Um dos problemas da actualidade é o de dar resposta a esta questão. Esse problema surgiu há pouco tempo, admitindo que o casamento homossexual, que foi solicitado principalmente pelos homossexuais, só foi aprovado recentemente. Com o casamento aprovado, surgiu então o problema da aprovação ou reprovação da adopção de crianças por parte de casais homossexuais.
Neste ensaio vou procurar oferecer razões para acreditar que deverá ser aceite a adopção de crianças por parte de casais homossexuais. Para isso vou argumentar a favor da minha opinião e refutar os argumentos que sugerem o contrário. Os leitores poderão ficar com uma opinião própria relativamente a este assunto que tanto intriga a Humanidade.
Penso que é um problema muito importante na actualidade pois é uma questão que levanta muita polémica e já se arrasta há tempo suficiente para se tomar uma solução definitiva que satisfaça as pessoas em causa (homossexuais). Se a adopção especial fosse aprovada fazia-se com que inúmeros casais homossexuais tivessem a felicidade de ter um filho, prazer esse que a maioria das pessoas adorariam ter.
Para responder ao problema/pergunta encontramos dois grupos distintos: os apoiantes que defendem que a adopção de crianças por parte de casais homossexuais deveria ser aprovada e os que protestam que defendem o contrário.
Vou procurar mostrar neste trabalho que nos deveremos associar aos apoiantes e assim apoiar a adopção de crianças por parte de casais homossexuais, visto que acho ser mais correcto e justo.
-Admitindo a igualdade entre indivíduos presente na Carta Universal dos Direitos Humanos, tanto os casais normais como os casais homossexuais têm o direito a ter um filho. Como um casal homossexual tem como único meio para obter um filho a adopção, esta deveria ser aprovada.
-A adopção foi um método criado para poder fazer com que um casal que não consiga ter filhos ter um filho e assim satisfazer o seu desejo. Os casais homossexuais não conseguem ter filhos, logo a adopção adequa-se a estes casais. Logo a adopção especial deveria ser aprovada.
-As crianças que estão em instituições á espera de ser adoptadas são infelizes porque não têm pais, vivem todos os dias com a ansiedade de verem uns “novos pais” vir buscá-las. Se viesse um casal homossexual adoptá-las elas iriam ficar felizes e iriam ter uma vida melhor. Logo a adopção de crianças por parte de casais homossexuais deveria ser aprovada.
Contra a adopção de crianças por parte de casais homossexuais argumenta-se que:
-Uma criança com pais homossexuais não irá ter uma vida feliz, nomeadamente na escola, sendo alvo de troça. Logo a adopção especial não deveria ser aprovada.
Ter pais homossexuais não é tão mau como ser deficiente. Assim como os colegas de deficientes se habituam ao facto de terem colegas com aquelas características, também se vão habituar a ter um colega com pais “diferentes”. Logo a adopção especial deveria ser aprovada.
-Um filho ao conviver com casais homossexuais provavelmente ira ser homossexual. Logo a adopção especial não devia ser aprovada.
O filho do casal homossexual vai ter preferências sexuais de acordo com o que vê na maioria e no ambiente mais na sua faixa etária, vai ser raro seguir o exemplo dos pais. Logo a adopção deveria ser aprovada.
-As crianças deverão ser educadas por um pai e uma mãe, não por dois pais ou duas mães. Como um casal homossexual é constituído por duas pessoas do mesmo sexo, a adopção especial deveria ser reprovada.
A educação é um bem que se fornece a uma criança por qualquer pessoa, independentemente do sexo ou parentesco. Uma criança poderá ser educada por pais do mesmo sexo ou por pais de sexos diferentes, logo ter pais homossexuais é indiferente para a educação das crianças. Logo a adopção especial deveria ser aprovada.
Concluindo penso que a adopção de crianças por parte de casais homossexuais deveria ser aprovada, pois admitindo a igualdade entre indivíduos presente na Carta Universal dos Direitos Humanos, tanto os casais normais como os casais homossexuais têm o direito a ter um filho. Como um casal homossexual tem como único meio para obter um filho a adopção, esta surge como único recurso a seguir.
Vitor Augusto, 10º A

domingo, 24 de janeiro de 2010

SERÁ A EUTANÁSIA MORALMENTE ACEITÁVEL? iii


O problema da morte assistida já é discutido desde há muito tempo. Na antiguidade havia quem defendesse a morte assistida, eutanásia, e havia quem discordasse. Em Portugal a Eutanásia nunca foi aprovada, ao contrário do que se passou nalguns países.
Neste ensaio vou procurar oferecer razões para acreditar que a Eutanásia deveria ser legal.
É muito importante que nos preocupemos com este problema, pois se a Eutanásia for legalizada, poder-se-á acabar com o sofrimento de muitas pessoas que desejam a morte e continuam a sofrer sem necessidade. Além disso a Eutanásia é um problema que as pessoas nem se dão ao trabalho de pensar, não tendo opinião própria. Com este trabalho poderão definir uma opinião própria acerca deste assunto que tanta polémica e controvérsia têm levantado.
Os obstáculos à Eutanásia em Portugal são bastantes, nomeadamente por parte da comunidade, a deontologia médica, a doutrina cristã e a Legislação Portuguesa.
Eu penso que a Eutanásia, nas pessoas cuja vida já não faz sentido é o único caminho que se deveria tomar. Uma pessoa em constante sofrimento físico e psicológico ou doente na fase terminal, tem uma vida que não faz sentido, e se essa pessoa deseja pôr termo à sua vida, acho que esse seu desejo deveria ser realizado, para seu bem assim como para bem dos familiares que também sofrem pele doente.
Efectivamente, o direito à vida é um valor absoluto e inviolável, assim como o direito à autonomia e à liberdade. Ora, essa liberdade poderá renunciar um outro direito, como o direito à vida, desde que a sua escolha seja voluntária e sem interferências exteriores. Logo, o desejo das pessoas em pôr fim à sua vida deveria ser concretizado.
Nos dias que correm, desenvolveram-se correntes ideológicas que apelam à centralidade do homem, à sua liberdade e autonomia. A vida do Homem é feita de escolhas pessoais que temos de respeitar, incluindo a escolha de morrer. Logo, ninguém se devia opor à escolha de uma pessoa em morrer.
Uma pessoa que sofre de uma doença incurável ou que esta numa fase terminal, que sofre fisicamente e psicologicamente, tem uma vida que não faz sentido. Quando a vida não faz sentido a única saída é a morte. Logo, a Eutanásia deveria ser legal.
Conta a Eutanásia argumenta-se que, o primeiro direito do homem é o direito à vida, desde o nascimento até à morte, não se podendo acelerar a morte. Logo a Eutanásia deve ser ilegal.
Assim como o direito à vida, o ser humano também tem o direito à liberdade e autonomia que poderão recusar outro direito como o direito à vida, acelerando assim a morte. Segue-se então que a Eutanásia deveria ser legal.
Argumenta-se também dizendo que os médicos não podem fazer mal aos doentes e que matar não é acto de médico. O médico deve procurar que o doente tenha uma melhor qualidade de vida atenuando as dores. Logo um médico não pode assistir uma morte.
Se um médico não pode fazer mal a um doente tem que fazer o bem. O bem para uma pessoa que sofre constantemente fisicamente e psicologicamente, e que tem uma doença que não tem cura é a morte sem sofrimento. Logo como a Eutanásia provoca uma morte sem sofrimento devia ser legal.
Os cristãos argumentam que a Eutanásia é uma atitude de recusa da soberania e amor de Deus. Portanto deveria ser ilegal.
Deus queria o bem da humanidade dando-lhe amor. A Eutanásia é desejada pelas pessoas sendo a sua única saída do sofrimento. Se as pessoas desejam a Eutanásia é porque acham ser benéfico para elas. Então vai ao encontro do desejo de Deus, portanto a Eutanásia deveria ser legal.
Concluindo, penso que a Eutanásia deveria ser aprovada pela legislação Portuguesa, pois uma pessoa que está na posse do seu discernimento, que fez vários pedidos para morrer e sofre de uma doença incurável que lhe proporciona sofrimento físico e psicológico tem uma qualidade de vida tão baixa que a sua vida já não faz sentido. Sendo assim, para bem do doente e para bem da sua família, a Eutanásia surge como o único caminho a percorrer.

Vitor Augusto Nogueira da Silva -10ºA

sábado, 23 de janeiro de 2010

SERÁ A EUTANÁSIA MORALMENTE ACEITÁVEL? ii


Será a Eutanásia moralmente aceitável?
São-nos apresentadas duas teses distintas que procuram responder a este problema filosófico: os que defendem que a Eutanásia é perfeitamente aceitável por acabar com o sofrimento das pessoas e os que pensam que a Eutanásia é decididamente inaceitável, por acabar com a vida que é um dom que nos deram.
Eu defendo a proposição expressa pela frase “Se uma pessoa está em sofrimento, a Eutanásia é aceitável”. Isto é, no meu ponto de vista, a eutanásia é aceitável, desde que a pessoa sofra de uma doença incurável que lhe cause sofrimento físico e/ou psicológico e se a eutanásia for o último meio para acabar com o sofrimento. Além disso, os responsáveis pela morte assistida dessas pessoas, não o fazem “ao acaso”, ou seja, fazem testes e exames para terem a certeza que as pessoas estão conscientes do que vão fazer e que já não há outra alternativa para acabar com o sofrimento da pessoa. Por exemplo, se uma pessoa tiver esclerose em placas, sofra diariamente por ver o seu corpo degradar-se e que já não veja sentido na sua vida, acho que, depois de serem feitos todos os exames, essa pessoa tem o direito de querer acabar com esse sofrimento, mesmo que o último caminho seja a morte.
Tudo aquilo que diminui ou acaba por completo com a dor devia ser aceite pela sociedade, a eutanásia corresponde a uma escolha para acabar com a dor e o sofrimento por parte de um doente em fase terminal, logo a Eutanásia devia ser aceite.
Quando alguém fica dependente de outras pessoas para realizar as tarefas mais básicas, começa a sentir-se com medo e revolta de ser um “estorvo” para as pessoas mais próximas, começando a pensar que a vida já não tem sentido, logo cada pessoa tem o direito de querer morrer quando sente que já não faz sentido continuar a fazer as outras pessoas sofrer.
Engana-se quem pensa que o direito de retirar a vida cabe apenas a Deus visto que, as pessoas em fase terminal sabem que vão morrer a qualquer momento e ao quererem recorrer à eutanásia estão a acabar mais cedo com o sofrimento, adiantando aquilo que seria inevitável devia ao seu estado e as pessoas que estão em coma ou em estado vegetativo já estão como mortos, aquilo que as mantém a respirar são as máquinas. Os familiares e amigos das pessoas nesse estado, têm o direito de pedir aos médicos para desligarem as máquinas, visto que, para aquelas pessoas a vida já acabou.
Claro que a todos os argumentos existem objecções, argumentos contra o que acaba de ser dito, como por exemplo:
· Os cuidados paliativos o tratamento da dor e sofrimento humano são a alternativa à eutanásia.
· A legalização da eutanásia poderia ser aplicada de uma forma abusiva, tendo como consequência a morte sem o consentimento das pessoas em causa.
Se os cuidados paliativos e os tratamentos são uma alternativa à Eutanásia então esses cuidados terminariam para sempre com o sofrimento e a dor tanto dos pacientes como dos familiares e amigos, mas isso é absurdo pois, apesar de todos os tratamentos, os doentes sentem imensas dores visto que os cuidados não são totalmente eficazes, logo não podemos afirmar que os cuidados paliativos e os tratamentos sejam uma alternativa à eutanásia.
Se a legalização da eutanásia fosse abusiva ao ponto de matar pessoas sem o seu consentimento, qualquer pessoa poderia pedir para provocarem a morte a outros ou a si mesmo sem nenhum consentimento ou exames, mas isso é absurdo visto que a Eutanásia só é aplicada a pessoas com doenças incuráveis, que depois de todos os exames vejam que não à outra alternativa e apenas com o consentimento dessa pessoa a morte pode ser provocada, logo afirmar que podiam vir a morrer pessoas sem o seu consentimento é errado.
Depois de expor todas as minhas opiniões continuo convicta que a Eutanásia devia ser aceite pela sociedade com um acto de acabar com o sofrimento de várias pessoas que já não vêm sentido nenhum na sua vida rotineira. Sou também a favor que a sociedade não julgue as pessoas que são a favor e que praticam a Eutanásia. A Eutanásia provoca bastantes disputas e discussões entre as diferentes sociedades, muitas vezes provocadas por preconceitos e questões religiosas que as pessoas defendem convictamente sem razões aparentes, apenas porque já cresceram a pensar daquela maneira.
Concluo que o debate está sempre aberto desde que se apresentem com fundamento bons argumentos que possam ser discutidos, quer a favor, quer contra, a Eutanásia.

Márcia Soares - 10ºA

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

SERÁ A EUTANÁSIA MORALMENTE ACEITÁVEL?


Sobre este tema, existem duas principais teses concorrentes: uns defendem que a eutanásia deve ser aceite e legalizada e outros defendem que a eutanásia não deve ser permitida por lei e, consequentemente, não deve ser moralmente aceite.
Antes de apresentar a minha tese, deve-se classificar os vários tipos de eutanásia. A eutanásia pode ser voluntária ou involuntária, sendo que estas podem ser activas ou passivas. A eutanásia voluntária é decidida pelo próprio doente com total responsabilidade pelos seus actos, enquanto que a eutanásia involuntária não depende da vontade do doente mas sim da vontade de outros. A eutanásia voluntária activa distingue-se da passiva pelo facto de na activa haver uma componente de acção directa por parte de um agente que provocará certamente a morte do doente, enquanto que na passiva a morte é uma consequência directa de uma omissão, como acontece quando o médico deixa de administrar os tratamentos necessários à preservação da vida.
Na minha opinião, apenas a eutanásia voluntária (activa e passiva) deve ser moralmente aceitável. Um ser humano não deve ser obrigado a morrer apenas por intervenção de outros. Nós, os seres humanos, temos a capacidade de pensar por nós próprios, logo não necessitamos que decidam por nós. Mas a eutanásia voluntária deve ser aceite, pois aplicar a eutanásia numa pessoa com um prognóstico fatal é o mesmo que acelerar esse processo irreversível que é a morte, tendo o doente a possibilidade de minimizar o sofrimento físico e psicológico, além de que se estarão a poupar recursos que poderão ajudar outros doentes que até poderão resolver os seus problemas sem recorrer ao suicídio.
As pessoas se vivem é porque adquiriram o direito de o fazer, mas esse direito é agora delas e podem fazer o que desejarem com ela, tendo por vezes de tomar decisões díficeis mas que minimizem o seu sofrimento e o dos outros, mesmo que tenha de lhe pôr um ponto final.
Há, contudo, quem defenda que a eutanásia não deve ser moralmente aceite, pois acreditam que tudo o que fazemos que ponha em risco a nossa vida são acções contra a Natureza, pois acreditam que todas as acções que realizamos tem um único objectivo: a sobrevivência. Mas se tal fosse o caso, não poderíamos fumar, nem praticar desportos arriscados, nem conduzir um automóvel, pois tudo isso são acções que podem pôr em risco a nossa vida. Isso é totalmente absurdo, logo este argumento não deverá ser contabilizado. Outra objecção à eutanásia é o facto da decisão poder ser influenciada por um estado de espírito momentâneo ou por ocasião de um período de sofrimento que poderá levar à sua decisão. No entanto, a decisão de provocar a eutanásia é uma decisão que não pode ser tomada sem motivos plausíveis e deve ser acompanhada por pessoal qualificado, pois é uma decisão séria e se realizada sem uma razão convincente não pode ser acedida.
Muitas vezes consideramos a eutanásia como uma prática realizada em situações em que se supõe não haver qualquer esperança de se vir a modificar o estado da pessoa e isso não é correcto porque não se pode prever a evolução de uma doença e a resposta adaptativa do organismo. Mas se seguirmos por esse caminho podemos acreditar que uma pessoa possa viver até aos 300 anos e o facto de que nunca tenha acontecido não possa invalidar essa possibilidade. Será, contudo, que a esperança de um milagre que nos devolva a vida é suficiente para permitir todo o sofrimento físico e psicológico durante um tempo de espera, sem nada que faça prever a real ocorrência desse milagre? Parece-me que não.

João Rodrigues, nº13 -10º C

sábado, 24 de janeiro de 2009

Haverá algo de moralmente errado em abortar?


NÃO
O problema do aborto é controverso, intemporal, religioso e moral. Atravessa gerações, países, classes sociais. Foi tema de conversa no café, de discussão na Assembleia e de votação num referendo. Aborto: haverá algo de moralmente errado em abortar?
Para responder a estas e mais questões, elaborei o presente ensaio que visa argumentar e defender a minha posição face ao problema. A um problema que diz respeito a toda a gente, a um problema sobre o qual a maior parte das pessoas desconhece as leis e as verdades. Um problema onde existirão sempre dois lados, duas opiniões, dois modos de julgar.
Quem vê realmente algo de moralmente errado em abortar recorre, habitualmente, aos seguintes argumentos:
· a afronta que o aborto representa à dignidade da pessoa humana, considerando que, ao feto, é atribuída uma “alma” no momento de concepção, e portanto, abortar é um assassínio, um pôr termo à vida de um ser humano;
· o direito à vida. A maioria dos opositores concorda com o aborto em caso de violação da mulher, por ser a única circunstância em que a responsabilidade da gravidez não é sua.
Eu não acho que haja algo de moralmente errado em abortar. Não me acho capaz de cometer tal acto, mas não censuro quem o comete. Por vezes, acaba por ser melhor não ter uma criança, que sujeitá-la a um mundo onde ela ia sofrer. A mulher, melhor que ninguém, sabe as condições que tem para sustentar e educar aquela criança. Moralmente errado é ter filhos e espancá-los, abusar sexualmente deles, matá-los, explorá-los. Isso sim, é moralmente errado.
Se virmos por exemplo o argumento seguinte defendido pelos opositores - o feto é, em potência, um ser humano; todos os seres humanos têm direito à vida; logo, o feto tem direito à vida – é fácil constatar que estamos em presença de um mau argumento. O argumento em questão foge à questão. Em discussão está a segunda premissa, e por isso não podemos incluí-la num argumento. Se um ser tem potencialmente um direito, é falso que tenha, efectivamente, esse direito. Enquanto aluna desta escola sou potencialmente presidente da associação de estudantes; mas isso não me dá os direitos do presidente da associação de estudantes. Esta objecção acaba, também ela, por fugir à questão. Se o feto tivesse direito à vida desde a concepção, seria escusado falar-se de estatuto de potencialidade.
Se uma criança quando nasce tem direito à vida, e sabendo que não há grande diferença entre a criança dois minutos antes de nascer, e acabada de nascer, o direito é o mesmo. E, pelo mesmo raciocínio, teria o mesmo direito quatro minutos antes de nascer e assim sucessivamente até ao momento da concepção. No entanto, este argumento é falacioso. Utilizando um argumento análogo temos: o Manuel não é careca; o André tem menos um cabelo que o Manuel; logo, o André também não é careca. O Joaquim tem menos um cabelo que o André; logo, o Joaquim não é careca. Chegando ao caso do João, que não tem qualquer cabelo na cabeça. Ao dizermos que o João também não é careca, estamos a ser consistes, mas, no entanto, isso é falso.
Mesmo havendo pessoas que se encontram no limiar do careca ou com cabelo, há pessoas carecas ou não carecas. Assim sendo, o facto de um recém-nascido ter direito à vida, não implica que um feto de um mês também o tenha.
Os defensores do aborto, deparam-se sempre com um enorme problema: argumentar, perante os opositores que um feto não é um ser humano, mas um recém-nascido já o é.
Há várias fases que servem de critério, sendo os mais comuns: a concepção, a implantação, a forma humana, a aceleração, a actividade cerebral inicial, a actividade organizada do córtex cerebral e a viabilidade.
Um recém-nascido tem algo em comum com um adulto, e daí terem ambos direito à vida. Então, o que tem o zigoto em comum com um adulto e com um recém-nascido, que lhe permita ter direito à vida? Pois, além do fraco argumento da potencialidade, usado pelos opositores do aborto, não encontro outra maneira de mostrar que o zigoto tem direito à vida.
Entre o sexto e o oitavo dias, ocorre a implantação em que o feto se “agarra” às paredes do útero. No entanto, a implantação nunca pode ser o critério correcto. O que é que existe ao sexto dia que não exista no quinto? Embora ocorram alterações hormonais no corpo da mulher, a importância a nível moral de tal fenómeno não é bem clara.
A forma humana é adquirida pelo feto por volta das seis a oito semanas. Será que tendo o feto a forma humana passa a ter direito à vida? Será que se eu der uma forma humana a um elefante, ele passa, apenas por causa disso, a ter direito à vida? Não. Se já não o tinha antes, não é agora que vai passar a tê-lo.
Será que na altura em que a mãe começa a aperceber-se dos movimentos do feto (16/17 semanas), este passa a ter direito à vida, com base nos laços que se criam entre os dois? A mim, este parece-me um mau argumento. Se o feto não tem direito à vida quando começa a mexer-se, também não deve começar a tê-lo quando a mãe sente esse movimento.
A actividade cerebral inicial mais não é que a presença de actividade eléctrica naquilo que virá a ser o cérebro. Inicia-se normalmente por volta das 6/10 semanas. No entanto, é, por si só, um dado irrelevante.
Às 30 semanas de gestação, o feto começa a ter actividade organizada do córtex cerebral. Nesta altura, estabelecem-se ligações entre as células, que até aqui eram “pequenas ilhas” sem comunicação entre elas. A partir desta altura o feto começa a pensar e a ter consciência, algo que o relaciona com o adulto humano e com o recém-nascido. Na minha opinião, é nesta fase que o feto começa a ter direito à vida.
Viabilidade é o nome que se dá à altura em que o feto é capaz de sobreviver fora da barriga da mãe, ainda que com recurso a assistência e cuidados médicos, e acontece entre as 20 e as 23 semanas. Há quem defenda que é nesta altura que o feto passa a ter direito à vida, pois já não precisa da mãe. Mas sabendo que a altura de viabilidade está directamente relacionada com a qualidade da tecnologia disponível, este argumento tem fragilidades. Quer dizer que, futuramente a viabilidade pode passar a ser mais cedo, logo o feto tem direito à vida mais cedo?
Por tudo isto atrás explicitado, não consigo achar moralmente incorrecto alguém abortar. Porque mesmo que se considere que o feto tem direito à vida desde o momento de concepção, e recorrendo a um argumento de Judith Thomson “mesmo que os fetos humanos tenham o direito moral à vida, o aborto é eticamente permissível, já que o direito moral à vida não implica o direito a beneficiar do corpo de outrem para assegurar a própria vida.” Mas sem querer entrar em campos mais sensíveis, acho que há argumentos bons e argumentos maus para ambos os lados, mas os argumentos que sustentam a opinião de que abortar não é moralmente errado, trazem mais benefícios para todos. Cada pessoa deve ser capaz de tomar as suas decisões, sem estar sob a pressão da censura de que vão ser alvo. Até porque eu acho que, mesmo concordando com a minha tese, quem faz um aborto, nunca fica de consciência tranquila, talvez por motivos que ultrapassam a simples opinião.

Francisca Pinhão, 10ºB nº 16

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Haverá algo de moralmente errado em abortar?


SIM
O aborto é um problema moral bastante complexo e as objecções a ambas as posições são inúmeras. A questão do aborto reside em ser moralmente correcto ou incorrecto. A posição deste está também relacionada com o estatuto moral do feto.
Eu considero o aborto moralmente errado por isso o meu objectivo é apresentar algumas razões para apoiar esta tese.
As definições dadas pelos defensores e pelos críticos do aborto divergem bastante sendo praticamente simétricas: os anti-abortistas defendem que os fetos possuem um certo código genético, característica que é simultaneamente necessária e suficiente para que estes possuam a propriedade de um ser humano; os defensores da posição pró-escolha afirmam que os fetos não são nem agentes racionais nem seres sociais e, como tal, não são seres humanos. Desta forma, a moralidade do aborto depende de se saber se o feto tem ou não estatuto moral, o qual lhe confere o mesmo direito à vida que nós e em virtude do qual será errado pôr fim à sua vida.
Um dos argumentos centrais contra o aborto é: é errado matar um ser humano inocente. Um feto humano é um ser humano inocente. Logo, é errado matar um feto humano. Usualmente, a segunda premissa é a negada pelos apoiantes do aborto mas, analisando bem, no desenvolvimento desde a fertilização do óvulo ao nascimento, não existe uma fase em que possamos assinalar uma linha divisória moralmente significativa até onde é admissível matar. Portanto, dizer que é permitido matar um embrião é dizer que os pais podem matar os seus filhos e, moralmente, isto não é aceite. Logo, os fetos têm os mesmos direitos de protecção que as crianças. A linha divisória não pode ser a do nascimento porque: estar dentro ou fora do corpo da mãe, não o torna menos digno; pelo facto de o feto depender da mãe não significa que esta tenha o poder de decidir se pode ou não continuar a mantê-lo; apesar de ter sido defendido pelos religiosos, com o tempo e com as novas técnicas, provou-se que o feto antes de ser sentido já se move.
A vida é a pior perda que podemos sofrer, porque a sua perda priva-nos de todas as experiências, actividades, projectos e prazeres que iriam fazer parte do nosso futuro e que valorizamos agora ou iríamos valorizar. Esta perspectiva tem consequências óbvias para a ética do aborto, uma vez que um feto normal tem um futuro que inclui todo um conjunto de experiências, actividades e projectos. A perspectiva dos anti-abortistas está, assim, sujeita a objecções. Consideremos alguém que não valoriza agora o seu futuro pessoal e que, devido a um desequilíbrio psicológico, será sempre incapaz de vir a valorizar as suas experiências no futuro. Embora essa pessoa tenha um futuro, não tem qualquer desejo corrente e actual de o preservar e nunca virá a ter esse desejo. Desta forma, no princípio do “futuro” defendido pelos anti-abortistas, não pode haver qualquer razão para o acto de matar essa pessoa ser imoral. Todavia, caso os desejos actuais desse ser se tivessem formado na ausência de qualquer desequilíbrio psicológico que o impedisse de desejar agora e no futuro a preservação das suas experiências, ele teria certamente esse desejo.
Em conclusão defendi a minha tese com um argumento central de que os fetos são seres humanos e por isso não é correcta a sua eliminação, utilizei também a tese de que os fetos têm um futuro semelhante ao nosso e por isso ao praticar-mos um aborto estaremos a privar o feto de um conjunto de experiências, actividades e projectos.
Bruno Cancela nº7 10ºB

terça-feira, 4 de novembro de 2008

ENSAIO


A família Simões tem um filho de 7 anos que tem uma doença grave. Leucemia num estado adiantado. Ninguém da família é compatível e apesar da oferta de muitas pessoas, não aparece ninguém que tenha medula compatível.
A família Simões resolveu então conceber outro filho e com o auxílio da engenharia genética, puderam escolher um embrião completamente compatível com o filho mais velho. Assim nasceu a Joana, cujas células estaminais presentes no seu cordão umbilical salvaram a vida do João, o irmão.
Podemos considerar ético o comportamento dos pais em relação à Joana? Como se deve sentir a Joana sabendo que foi concebida unicamente para salvar o irmão?

Sim ou Não
Entende-se perfeitamente o facto de os pais quererem que o filho seja saudável, sendo totalmente natural, estes quererem o seu melhor e fazer de tudo para isso. Mas em jogo não está apenas a vida de um novo ser, mas a sua própria dignidade enquanto pessoa (Joana). Ao clonar-se as células do João, destrói-se a própria identidade da Joana, ou seja, a clonagem humana recebe um juízo negativo no que diz respeito à dignidade da pessoa clonada, que virá ao mundo em virtude do seu ser «cópia» (embora apenas cópia biológica) de outro indivíduo: esta prática gera as condições para um sofrimento radical da pessoa clonada, cuja identidade psíquica corre o uso de ser comprometida pela presença real, do seu «outro». E não vale a hipótese de se recorrer à conjura do silêncio, porque, seria impossível e igualmente imoral: visto que o ser clonado foi gerado para se assemelhar a alguém que «valia a pena» clonar, sobre ele recairão expectativas e atenções tão nefastas, que constituirão um verdadeiro e próprio atentado à sua subjectividade pessoal. No plano dos direitos do homem, uma eventual clonagem humana representaria uma violação dos dois princípios fundamentais sobre os quais se baseiam todos os direitos do homem: o princípio da paridade entre os seres humanos e o princípio da não-discriminação. A Joana poderia um dia mais tarde, reflectir sobre o assunto e chegar à conclusão que não passou de um objecto, mas também poderia pensar, que se não fosse a sua existência outro ser não teria uma «vida normal». Para os que entendem que o clone não implantado não é um embrião, os problemas éticos não têm relevância, já que o objectivo será melhorar ou curar doenças graves, o que em si é ético e louvável. Para os que não vêem diferenças entre o embrião “normal” ainda não implantado e o clone ainda não implantado, o problema ético é grave embora os fins sejam nobres. Em suma, o projecto da «clonagem humana» demonstra o desnorteamento terrível a que chega uma ciência sem valores, e é sinal do profundo mal-estar da nossa civilização, que busca na ciência, na técnica e na «qualidade da vida» os sucedâneos do sentido da vida e da salvação da existência. Eu pessoalmente, sentir-me-ia desconfortável se fosse um clone.
Ricardo Ferreira 12º A

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

ENSAIO


A família Simões tem um filho de 7 anos que tem uma doença grave. Leucemia num estado adiantado. Ninguém da família é compatível e apesar da oferta de muitas pessoas, não aparece ninguém que tenha medula compatível.
A família Simões resolveu então conceber outro filho e com o auxílio da engenharia genética, puderam escolher um embrião completamente compatível com o filho mais velho. Assim nasceu a Joana, cujas células estaminais presentes no seu cordão umbilical salvaram a vida do João, o irmão.
Podemos considerar ético o comportamento dos pais em relação à Joana? Como se deve sentir a Joana sabendo que foi concebida unicamente para salvar o irmão
Manias de Sociedade

Joana é gerada com a finalidade de ajudar o seu irmão Pedro, com sete anos, à beira da morte porque a leucemia não o deixa viver. Os pais não são compatíveis, a família também não e não aparece ninguém que o consiga salvar. Só Joana, uma criança ainda não gerada o poderá salvar. Os pais decidem que dentro de nove meses o Pedro ficará bom, porque Joana, a sua irmã ira nascer para o salvar! E agora pergunto-me: Será esta atitude, uma atitude ética perante a sociedade? Penso que não.
Há muitos anos alguém definiu ética como a ciência que tem por objectivo o juízo de apreciação com vista à distinção entre o bem e o mal. E é isso que pretendo ao longo deste texto fazer, talvez desmistificar este quase problema que se impôs perante estes pais que para salvar o seu filho mais velho viram se na necessidade de gerar outro ser vivo! E qual é a finalidade desse ser vivo? A mesma que eu tenho, que tu tens ou que nós temos: percorrer um caminho que nos levará a algum lado. Todos nascemos com um propósito, com uma missão. Então, pensando bem será assim tão errado os pais terem decidido dar ao mundo ou novo ser? Não seria igualmente ingrato deixarem morrer aquele filho, havendo possibilidade de ele continuar a viver? E quem nos garante que aquela tal criança, a Joana não foi desejada por aqueles pais? Talvez ainda não tivessem encontrado o momento certo para a criança vir ao mundo, mas se (tal como aconteceu) pudessem juntar o útil (ter a criança) ao agradável (salvar o filho, mais velho) não se tornaria melhor? Voltando às evidências (da sociedade), que no meu ponto de vista não me pareceu assim tão evidentes. A sociedade acredita que a Joana não vai aceitar bem o facto de ter sido gerada pelos pais (também como a sociedade acha) apenas para salvar o irmão. Mas, quem nos garante ainda que a Joana um dia não se vai sentir orgulhosa de saber que salvou uma pessoa. Uma pessoa de nome Pedro que afinal era seu irmão.
Por que a nossa sociedade aceita normalmente uma doação de órgãos para salvar a vida a alguém e depois acha tão mal, ou põe ‘tantas limitações’ a este caso? Não se tratará praticamente da mesma coisa? Não será a Joana também a partir do momento em que foi gerada tão bem tratada como se não viesse ao mundo para ajudar o irmão?
Trata-se sem duvida de uma mania da sociedade, de não saber o que é eticamente correcto e o que é eticamente incorrecto.
Concluindo, eu fazia-o tal como os pais do Pedro fizerem. Tornar-se-ia uma dupla felicidade, sem dúvida.
E a sociedade que continue com a sua mania, afinal estes pais fizeram duas boas acções: Salvaram o Pedro e ainda geraram a Joana que concerteza se sentira imensamente feliz por ter salvo aquele irmão.

Filipa Almeida , nº11 12ºA