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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O CÉU


O céu colabora na nossa vida íntima, vive connosco, acompanha-nos na mudança do nosso ser; é um confidente, é um consolador; invoca-se, fala-se-lhe. Olhar o céu é, nos nossos climas, uma ocasião de viver: instintivamente, voltamos para ele os nossos olhos. O poeta meridional, cheio de imagens e de cores, contempla-o; o burguês trivial, admira-o; pela manhã, abre-se a janela e vai-se ver o céu! É um íntimo sempre presente na nossa vida; o nosso estado depende dele: enevoado, entristece-nos; claro e lúcido, alegra-nos; cheio de nuvens eléctricas, enerva-nos. É no Céu que vemos Deus... E mesmo despovoado de deuses, é ainda para o homem o lugar donde ele tira força, consolação e esperança. A paisagem é feita por ele, a arte imita-o, os poetas cantam-no.
Eça de Queirós, in 'O Egipto'

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O Ofício Literário


Por que se perde um escritor? O que acontece para que um romancista maravilhoso se afunde para sempre no silêncio como quem se afunda num pântano? Ou ainda pior e mais inquietante: a que se deve o facto de um bom narrador começar de repente a redigir obras pavorosas?
Muitos sem dúvida, partem a espinha com o fracasso. O ofício literário é o que há de mais paradoxal: é verdade que se escreve em primeiro lugar para si próprio, para o leitor que se tem cá dentro, ou porque não se consegue evitar escrever, porque se é incapaz de suportar a vida sem a distrair com fantasias; mas, ao mesmo tempo, precisa-se inevitavelmente de se ser lido; e não apenas por um leitor, por excelente e inteligente que este seja, por muito que se confie no seu critério, mas por mais pessoas, muitas mais, para dizer a verdade, por muitíssimas mais, uma multidão abundante, porque a nossa fome de leitores é uma avidez profunda que nunca se sacia, uma exigência ilimitada que roça a loucura e que sempre me pareceu extremamente curiosa. Sabe-se lá de onde virá esta necessidade absoluta que converte todos os escritores em eternos indigentes do olhar alheio.

Rosa Montero, A louca da casa, Edições Asa

domingo, 29 de agosto de 2010

AS PALAVRAS


O escritor está sempre a escrever. Na realidade, nisso consiste a graça de ser romancista: na torrente de palavras que lhe fervilha constantemente no cérebro. Redigi muitos parágrafos, inúmeras páginas, incontáveis artigos, enquanto levo os meus cães a passear, por exemplo: dentro da minha cabeça vou deslocando as vírgulas, substituindo um verbo por outro, afinando um adjectivo. Às vezes redijo mentalmente a frase perfeita e, no pior dos casos, se não a aponto a tempo, mais tarde foge-me da memória. Resmunguei e desesperei-me muitíssimas vezes tentando recuperar aquelas palavras exactas que iluminaram por um instante o interior do meu crâneo, para depois voltarem a mergulhar na escuridão. As palavras são como peixes abissais que nos revelam apenas um brilho de escamas por entre as águas negras. Se se libertam do anzol, o mais provável é não conseguirmos voltar a pescá-las. São manhosas as palavras, rebeldes e fugidias. Não gostam de ser domesticadas. Domar uma palavra (convertê-la num lugar-comum) é acabar com ela.

A louca da casa, Rosa Montero, Editora Asa

quinta-feira, 15 de julho de 2010

SOLAR


E nos intervalos da Filosofia... Leituras de Verão...

" Michael Beard é um físico galardoado com o Prémio Nobel cujo trabalho já conheceu melhores dias. Agora vive da sua reputação, proferindo conferências, emprestando o nome a instituições científicas e aceitando - pouco convictamente - presidir a uma iniciativa sobre aquecimento global levada a cabo com dinheiros públicos. Mulherengo compulsivo, Michael vê entretanto ruir o seu quinto casamento. Mas desta feita é diferente: é ela quem tem um caso e ele ainda está apaixonado.
Quando os mundos profissional e pessoal de Michael colidem inesperadamente, conjugam-se as almejadas oportunidades de fugir da confusão conjugal, revitalizar a carreira e salvar o mundo da destruição ambiental.
Solar é um romance inteligente e sombriamente satírico que revela a fragilidade humana confrontada com os mais prementes e complexos desafios do nosso tempo. Uma obra profunda e elegante de um dos escritores maiores da actualidade."

Retirado da contrapaca do livro.
Solar, IAN McEWAN, Gradiva, Março 2010

Comecei ontem a leitura do livro. O tom irónico e satírico que provoca em mim o sorriso, prende-me às páginas inquietantes de IAN McEWAN. Recomenda-se a leitura deste livro...

domingo, 11 de julho de 2010

DIA EM VÃO


A janela está fechada. Subi para me deitar cedo e não tenho sono.
Não falei com ninguém desde há dez dias, excepto uma vez ao homem do cigarro. A noite está extremamente silenciosa. Por toda a parte, à volta do quarto, o vento, o ruído do mar, passos no corredor, latidos de cães, em baixo. No quarto, um silêncio muito denso e no meio o meu coração que bate. Resta-me o meu coração que bate sempre, sempre. Junto do mar, em pleno dia, é diferente. Está-se nas mãos do mar. Sente-se esse prazer de o respirar. Numa ordem que não sente, é-se esse nada de desordem que sente. Uma coisa a constatar o mar. Saboreia-se então com sofreguidão o barulho do coração que bate. No momento em que ele poderia não... Que bate em vão. Ou por um motivo que hoje não tem. Que bate em vão. Porque, de cada vez, hoje é um dia em vão, que não terá outro igual. Está-se em férias de si mesmo ao esperar em vão. Nesse caso vive-se para o prazer; está-se presente nesse presente; as pernas não podem conter-se mais, elas querem mexer-se e estão sufocadas de riso.

Vida Tranquila, Marguerite Duras, DIFEL, 1989

quarta-feira, 7 de julho de 2010

1 Km DE CADA VEZ


Nos intervalos da Filosofia... leituras de férias

O meu fascínio pelos livros de Gonçalo Cadilhe. Com eles viajo "ao sabor do tempo."

Da África Austral às Galápagos, da América Central à Oceânia, da Polinésia à Índia, "1 Km de Cada Vez" leva os leitores numa viagem de 15 meses, desprendida das imposições do tempo, por alguns dos locais mais fascinantes do planeta.
Em "1 Km de Cada Vez", Gonçalo Cadilhe homenageia o "fascínio da viagem". Para além de lugares, a obra detém-se em pessoas e em histórias, permitindo o reencontro com sítios já visitados, com amigos e antigos companheiros de aventura, sem pressa de partir.
Para Gonçalo Cadilhe, este é um livro diferente dos anteriores. "É um olhar mais profundo e maduro sobre a viagem, os encontros, os regressos, uma reflexão sobre esse privilégio imenso que é poder andar pelo mundo sozinho com uma mochila às costas", revela o autor.
Mais do que os locais que percorre, Gonçalo Cadilhe defende que o fascínio de "1 Km de Cada Vez" está "na sua diversidade, no olhar sempre renovado do viajante". "O fascínio é a própria viagem", sublinha.
De resto, nota Gonçalo Cadilhe, o próprio título do livro "recorda essa expressão 'um dia de cada vez', que ensina a não colocar as ânsias, os problemas de amanhã na nossa cabeça hoje". É o viajar pelo viajar, como se para isso houvesse todo o tempo do mundo. Por isso, é entre risos, que responde que o lugar que até hoje mais o tocou é "o próximo". Afinal, é "a curiosidade do Outro, saber o que significa para um habitante de um certo lugar ser desse lugar" que continua a fazer Gonçalo Cadilhe partir para novas viagens e para novos livros, com os quais procura sobretudo "provocar todos os que têm essa curiosidade de ver o que está do lado de lá da fronteira".
Jornalista e cronista de viagens, Gonçalo Cadilhe nasceu na Figueira da Foz. Licenciado em Gestão de Empresas, escreveu para a revista "Grande Reportagem", sendo actualmente colaborador do semanário "Expresso". Entre as obras já publicadas encontram-se "No Princípio Estava o Mar", "Nos Passos de Magalhães", "África Acima", "A Lua Pode Esperar", "Planisfério Pessoal" e "Tournée".

Retirado da Net - Ideias Concertadas

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A AUTO-ESTRADA DA PALAVRA



Nesta espécie de livro que não é um livro eu gostava de ter falado de tudo e de nada, como todos os dias, ao longo de um dia como os outros, banal. Entrar na grande auto-estrada, a via geral da palavra, e não me deter em nada de especial. É impossível fazer isso, saír do sentido, não ir a parte nenhuma, falar apenas, sem partir de um dado ponto de conhecimento ou de ignorância e chegar ao acaso no tumulto das palavras. Não se pode. Não se pode saber e não saber ao mesmo tempo. Portanto este livro, que eu queria que fosse como uma auto-estrada em questão, que devia ir a toda a parte ao mesmo tempo, vai ficar a ser um livro que quer ir a toda a parte e só vai a um lugar de cada vez, e que torna a voltar e a partir novamente como toda a gente, como todos os livros, a menos que se calem, mas isso, isso não se escreve.


A Vida Material, Marguerite Duras, DIFEL, Lisboa

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O QUE DIRIA SÓCRATES?


O último volume da colecção Filosofia Aberta da Gradiva intitula-se O que diria Sócrates?
Este é um livro imprescindível para os estudantes de filosofia, mas também para todo e qualquer público que se interesse minimamente por questões mundanas.
Este livro é uma prova admirável de como a filosofia está cada vez mais viva e actual. Nele, o leitor encontrará formuladas e respondidas muitas das questões filosóficas que certamente já se colocou nas situações mais banais e inesperadas da sua vida: por exemplo interrogações acerca do que é certo ou errado fazer em determinadas situações, acerca da morte, do valor da vida, da natureza da arte, do amor, do sexo, da guerra, da verdade, da tolerância, da linguagem. Trata-se de questões que centenas de pessoas comuns dirigiram a filósofos distintos, através do já mundialmente célebre sítio da internet askphilosophers.org, e às quais eles procuram responder de forma muito simples e acessível, mostrando que os filósofos não são aqueles seres esquivos e solitários que quase só falam uns para os outros, como se vivessem num mundo à parte. Tal como Sócrates, também estes filósofos discutem directamente com o cidadão comum, desafiando-o a pensar melhor e a reavaliar as suas ideias.
Que Diria Sócrates? é um livro inteligente e estimulante, que dificilmente deixará decepcionados tanto o leitor comum como o candidato a filósofo, amador ou profissional. Em especial, os professores de filosofia encontrarão aqui um manancial de exemplos interessantes e actuais de muitos dos problemas filosóficos discutidos nas suas aulas.
Em Que Diria Sócrates? são abordados problemas filosóficos tão diferentes como:
Se todas as vidas terminam com a morte, como pode a vida ter algum valor?
O tolerante deve tolerar a intolerância?
Não existe má arte?
É moralmente errado lucrar com os erros ou a estupidez das outras pessoas?
É moralmente errado dizer às crianças que o Pai Natal existe?
Estarei moralmente obrigado a dizer à minha parceira (ou parceiro) sexual se fantasio com outra pessoa quando estou a fazer amor com ela (ou ele)?
O valor da vida de uma pessoa diminui à medida que a idade dela aumenta? Não é verdade que a maior parte das pessoas escolheria salvar um indivíduo de dois anos do que um de sessenta? Há alguma justificação para esta escolha?
Qual a diferença entre um terrorista e um combatente pela liberdade?
As perguntas foram seleccionadas entre as muitas enviadas para o popular sítio da internet askphilosophers.org. Usando não apenas os seus conhecimentos sobre as ideias e os argumentos avançados por pensadores como Aristóteles, Camus, Locke e Sócrates, mas também as suas próprias reflexões, reputados filósofos contemporâneos tratam problemas difíceis num estilo acessível, pessoal e mesmo divertido. São problemas tão antigos e intemporais como a existência de Deus e o sentido da vida, mas também temas quentes da actualidade como a eutanásia, a guerra e a manipulação genética.
Tratando de problemas reais, formulados por pessoas reais de todo o mundo — médicos, advogados, pessoas sem escolaridade, idosos e até crianças — Que Diria Sócrates? dirige-se a quem procura esclarecimento e orientação para pensar criticamente sobre a vida e o mundo. Concorde-se ou não com as respostas — por vezes os próprios filósofos dão respostas discordantes entre si —, este livro recorda-nos as famosas palavras de Sócrates «uma vida não examinada não merece ser vivida» e, ao fazê-lo, encoraja-nos a pensar melhor e mais filosoficamente.
O livro ainda não existe na biblioteca da escola, mas deve ser uma prioridade a sua aquisição.

Boas leituras…

terça-feira, 10 de junho de 2008

LEITURAS



APRENDER COM AS COISAS Stéphane Ferret
Em 2007 as edições Asa iniciou a colecção “Ler & Saber” com a publicação do livro de Stéphane Ferret, Aprender com as coisas – uma iniciação à filosofia.
Este é um livro imprescindível para os estudantes de filosofia do 10º e 11º anos. O livro não é a enésima iniciação à filosofia. E também não serve, ao leitor mais apressado, para ficar a conhecer, rapidamente, o pensamento das grandes figuras da filosofia. É sim, essencialmente, um livro de pensamento, de reflexão – mas, afinal, não é isto a filosofia?
Recorrendo a um conjunto de temas principais, o autor convida-nos a uma apaixonante reflexão sobre a dúvida, as coisas, os outros, as espécies, a arte, a identidade pessoal, o espírito, a liberdade, a acção, o bem e o mal, a morte. Numa palavra: aborda toda esta série de temas apaixonantes que, ao longo dos tempos e das sociedades, constituem, o núcleo da matéria-prima de que se serviram homens muito diferentes entre si (os filósofos) para construir um património universal – o de “ler” a vida e o mundo, interpretando-os até, por vezes, ajudando a transformá-los. Todos eles, nos seus aspectos mais abrangentes, são pontos de partida para a filosofia. A originalidade desta obra – francamente inovadora numa área superpovoada por livros que em geral suguem um esquema mais ou menos exausto – é de facto bem visível na sua estrutura geral: após doze capítulos de exposição, sem recurso a quaisquer notas, o leitor é convidado a ler um post-scriptum em que Stéphane Ferret dá a conhecer os pensadores e as obras em que se inspirou.
É um livro pequeno (155 páginas), com uma linguagem muito acessível e por isso de fácil leitura. O livro ainda não existe na biblioteca da escola, mas deve ser uma prioridade a sua aquisição.
Boas leituras…

sábado, 26 de abril de 2008

LEITURAS



A ARTE DE ARGUMENTAR Anthony Weston

Em 1996 a Gradiva publicou o segundo livro da colecção Filosofia Aberta, A Arte de Argumentar de Anthony Weston.
Este é um livro imprescindível para os estudantes de filosofia do 10º e 11º anos. O livro de Anthony Weston ensina a avaliar e redigir ensaios argumentativos, permitindo ao leitor não só exprimir e defender bem as suas ideias, mas também impedi-lo de se deixar adormecer pela retórica dos maus argumentos, infelizmente comuns nos mais diversos domínios. A Arte de Argumentar oferece ao leitor a possibilidade de exercer com clareza e rigor as suas capacidades críticas.
Esta obra é utilizada em mais de 300 escolas americanas e é fundamental não só para os estudantes de filosofia do ensino secundário e superior, mas também para quaisquer cursos que exijam a redacção de ensaios e a defesa de teses. Será também do interesse de jornalistas, políticos, advogados e todos os profissionais que têm de escrever relatórios conducentes à tomada de decisões.
A presente obra é composta por dez partes. Na primeira parte o autor apresenta algumas regras gerais para a redacção de um argumento curto, ensinando claramente a distinguir conclusão de premissas. Nas partes dois a seis o autor explora alguns tipos de argumentos mais importantes e mais usados: os argumentos com base em exemplos, os argumentos por analogia, os argumentos de autoridade, os argumentos sobre causas e finalmente os argumentos dedutivos. Nas partes sete a nove o autor ensina a redigir um ensaio. Na parte dez o autor explora o significado de falácia e apresenta uma lista das principais falácias.

É um livro pequeno (145 páginas), com uma linguagem muito acessível e por isso de fácil leitura. Além disso existe na biblioteca da escola, o que torna indesculpável a sua não leitura.

Boas leituras…

sexta-feira, 25 de abril de 2008

LEITURAS




QUE QUER DIZER TUDO ISTO? Uma Iniciação à Filosofia Thomas Nagel

Em 1995 a Gradiva lançou em boa hora a colecção Filosofia Aberta. Num mercado tão carente de obras de filosofia acessíveis a um público mais vasto e não apenas a especialistas, como é o mercado português do livro, esta colecção foi uma verdadeira pedrada no charco. A colecção que já vai no número dezassete iniciou-se com a publicação da obra de Thomas Nagel, Que quer dizer Tudo Isto? Uma Iniciação à Filosofia. Fiel à melhor tradição filosófica, Thomas Nagel oferece-nos uma esplêndida introdução aos principais problemas, teses e argumentos da filosofia, colocando a ênfase na capacidade de levantar questões, traçar distinções e formular hipóteses, exercendo assim a faculdade crítica da razão, que é, afinal, a própria função da filosofia. O livro é uma introdução elementar a 9 problemas filosóficos típicos, escrita num tom informal, claro e simples, mas rigoroso e preciso. O autor introduz tópicos de epistemologia e metafísica, filosofia da linguagem e da mente, ética e filosofia política, terminando com uma introdução a dois tópicos metafísicos gerais (o sentido da vida e o problema da morte). Nagel defende que não é possível compreender os textos dos grandes filósofos sem que tenhamos percebido os problemas com que se debatem. Por isso, introduz directamente o leitor aos problemas da filosofia, nunca citando uma só vez um nome de um filósofo. Praticamente todos os problemas abordados em Que Quer Dizer Tudo Isto? fazem parte dos programas do ensino secundário, pelo que esta obra constitui um instrumento crucial neste domínio. Mas a acuidade com que os problemas são colocados, o cuidado posto na clareza da argumentação e a importância central dos temas tratados tornam esta obra numa leitura obrigatória para os alunos do ensino superior e para o público interessado em conhecer um pouco mais os problemas da filosofia.
No capítulo I o autor introduz o problema como sabemos seja o que for?, problema de natureza epistemológico abordado no 11º ano; o capítulo II introduz o problema outras mentes, problema abordado no âmbito da filosofia da mente; o capítulo III aborda o problema metafísico da relação mente-corpo; o capítulo IV aborda o problema do significado das palavras, problema estudado no âmbito da filosofia da linguagem; no capítulo V é abordado o problema metafísico do livre arbítrio, estudado no 10º ano; o capítulo VI aborda o problema ético sobre o certo e o errado, estudado no 10º ano; o capítulo VII aborda o problema da justiça, problema de filosofia política estudado no 10º ano; os capítulos VIII e IX abordam os problemas metafísicos da morte e do sentido da existência, temas que tanto podem ser abordados no 10º como no 11º anos.

É um livro pequeno (92 páginas), com uma linguagem muito acessível e por isso de fácil leitura. Além disso existe na biblioteca da escola, o que torna indesculpável a sua não leitura.

Boas leituras…