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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES


Em qualquer discussão, saber negar ideias ou proposições é muito importante e parece fácil. Mas a negação de alguns tipos de proposições dão origem a confusões e erros.

A negação de uma proposição inverte o seu valor de verdade.

Se a proposição de partida for verdadeira, a sua negação será falsa; e se a proposição de partida for falsa, a sua negação será verdadeira. Se isto não acontecer, não é uma negação.
Veja-se o caso das proposições universais.

Chama-se proposição universal a qualquer proposição da forma« Todo o F é G» ou «Nenhum F é G», ou formas análogas.

O F e o G assinalam os lugares em que devemos inserir nomes de classes de coisas; por exemplo, «gregos», «mortais», ou «livros». Desse modo, forma-se frases como «Todos os gregos são mortais», que exprime a mesma proposição que «Todo o grego é mortal». Um erro comum é pensar que a negação de «Todas as verdades são relativas» é «Nenhuma verdade é relativa». A negação correcta é «Algumas verdades não são relativas».

A Arte de Pensar - Filosofia 10º Ano, Aires Almeida e outros
Didáctica Editora

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O MITO DOS ARGUMENTOS COERENTES


Pensa-se por vezes que a coerência é uma característica interessante e laudatória de um argumento.

Acontece que isto é falso. A coerência não é uma característica interessante e laudatória de um argumento. Um argumento coerente pode ser péssimo, tanto por inválido quanto por ser circular ou por ter qualquer outro defeito elementar.

O caso mais evidente é este:

Aristóteles era grego.
Logo, Platão era grego.

Este argumento é coerente, no sentido em que não se contradiz, mas é tolo porque a conclusão não se segue da premissa. E o mesmo ocorre com a maior parte das falácias, como a falácia da afirmação da consequente:
Se Aristóteles nasceu em Atenas, era grego.
Aristóteles era grego.
Logo, nasceu em Atenas.

Este argumento é inválido — as premissas não sustentam a conclusão — mas é perfeitamente coerente.

Portanto, a coerência não é uma característica interessante e laudatória de um argumento. Ao invés, é uma característica que os maus argumentos, na sua maior parte, têm.
Escrito por Desidério Murcho
Retirado de Crítica: blog de Filosofia

domingo, 18 de outubro de 2009

PROPOSIÇÃO


O pensamento literalmente expresso por uma frase declarativa. Diferentes frases ou afirmações podem exprimir a mesma proposição: «Lisboa é uma cidade» e «Lisbon is a city» exprimem a mesma proposição.

Proposição categórica - Tradicionalmente aquelas proposições da forma sujeito - predicado prefixada por um quantificador. Aristóteles distinguiu quatro tipos de proposições categóricas:


Tipo A: Universal Afirmativa: Todo o S é P; Todos os filósofos são inteligentes.

Tipo E: Universal Negativa: Nenhum S é P; Nenhum filósofo é inteligente.

Tipo I: Particular Afirmativa: Algum S é P; Alguns filósofos são inteligentes.

Tipo O: Particular Negativa: Alguns filósofos não são inteligentes.


Contudo, as proposições de tipo A e E são, na verdade, condicionais quantificadas.
Dicionário Escolar de Filosofia, Organizado por Aires Almeida, Plátano Editora