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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O PAPEL DO PAI NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA


Com as mudanças que a sociedade tem vindo a sofrer, o papel do pai, e consequentemente a importância que assume no seio da família, tem vindo a alterar-se. Antes dos anos 60, do século XX, cabia às mulheres o papel de mãe, porque o seu tempo era passado em casa a cuidar das lides domésticas e da educação dos filhos. No entanto, com a entrada da mulher no mundo do trabalho, o seu papel modificou-se. As mulheres sofreram uma emancipação acentuada. O tempo para cuidar dos filhos reduziu-se fortemente, posto isto, os homens adquiriram novos papéis, passando a cuidar também dos filhos. Foi neste sentido que apareceu o conceito a que muitos chamam de “novos pais”.
Apesar de tudo, a reestruturação familiar veio a revelar-se positiva. O pai começou a partilhar tarefas domésticas com a mãe e a tratar também dos filhos: dar o biberão, mudar a fralda, levá-los ao parque, ao infantário…
Constatou-se que a forma como o pai pega na criança, o tom de voz, o modo como brinca e interage, distinguem-se dos da mãe, contribuindo favoravelmente para o desenvolvimento psicológico da criança.
A investigação levada a cabo por Kevin Nugent, revelou que os pais [a figura masculina] desempenham um papel fundamental no desenvolvimento emocional da criança, mas radicalmente diferente do papel desempenhado pela mãe.
Através destes estudos não só ficou provado que o desenvolvimento da criança varia consoante a forma como é educada (pelo pai ou pela mãe), como também é benéfico para o desenvolvimento pessoal do homem-pai.
Em suma, o pai ao assumir um papel mais activo no acompanhamento dos filhos exerce uma influência positiva no seu desenvolvimento cognitivo, emocional e social. As investigações sobre a influência do pai na educação das crianças concluíram que a criança cujo pai está mais envolvido na sua educação, mostra maior capacidade de desenvolvimento cognitivo, segurança na vida e desenvolve relações mais positivas na adolescência com o sexo oposto.

André Filipe -12ºC

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

AS FANTASIAS DA MÃE FACE AO BEBÉ


Lá está ele tão pequenino dentro da barriga da mãe, a mãe que só pede que ele seja perfeitinho, já nem quer saber o sexo, mas já agora, se não for pedir muito, que seja uma menina, que puxe a pele morena do pai, os sedutores olhos verdes da avó, o contagiante sentido de humor do avó, o narizinho engraçado do tio, bem e a beleza da mãe.
São nove meses de um verdadeiro estado de graça. A mãe flutua num mundo que apenas pertence a si e ao bebé, ao seu bebé, ao seu filho, sangue do seu sangue, corpo do seu corpo. E contagia toda a gente lá de casa, mesmo a pequena ciumenta que de repente vê todas as atenções viradas para o irmãozinho que dizem que está na barriga da mãe, mas como é que pode estar um bebé lá dentro, e se agora não lhe ligam nenhuma está para ver como será depois, até ela já se rende e faz as delícias da mãe quando primeiro pede para dar um carinho na barriguinha, depois um beijinho, e quando sente um pontapé avisa logo que não vai jogar futebol com ele, que não gosta dessas coisas de rapazes.
Ao filho que carrega no seu ventre, tão pequeno e já tão amado, e que dali a não muito tempo vai poder segurá-lo nos braços, passeá-lo pelo parque, ensinar-lhe as primeiras palavras, os primeiros passos, entre tanta, tanta coisa, confessa-lhe que um dia será um grande homem ou uma grande mulher, como sabemos que a mãe prefere. Será o seu orgulho, o seu pequeno anjo, o seu pequeno grande amor.
Bem, e no meio de tantas fantasias como quem chega e diz, “basta, quero sair!”, chega a hora do nascimento, a mamã dá a luz e afinal não é uma menina, nem tem a pele morena do pai, o narizinho não é o do tio e como grita não parece ter herdado a boa disposição do avô. Mas porque nós sabemos que amor de mãe é incondicional e eterno, ela pede que o deitem sobre o seu peito, jorram lágrimas de incontrolável alegria, e segreda-lhe ao ouvido, “amo-te, meu filho. Bem-vindo”.
O bebé idealizado na gravidez dá lugar ao bebé real com os caracteres que lhe são específicos. O vínculo que unia a mãe a um bebé imaginário, ajusta-se após o nascimento, ao bebé real.
Antea Gomes, nº 5 - 12ºC