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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PROJECTO DO GENOMA HUMANO


O Projecto do Genoma Humano


Poder-se-á encontrar a cura para doenças, actualmente, incuráveis? Será possível salvar vidas humanas numa maior escala? Será possível criar uma pessoa em laboratório? Como é que esta seria vista pela sociedade? Será que queremos saber, que um dia mais tarde, vamos desenvolver uma doença? Que implicações é que isso teria na nossa vida? O estudo do Genoma Humano pode, eventualmente, responder a estas questões.
Os cientistas têm, nos últimos anos, trabalhado no Projecto do Genoma Humano, tendo já conseguido alcançar bons e amplos resultados, como por exemplo: a descoberta de mais de 1800 genes provocadores de doenças. Este projecto tem como principal objectivo o mapeamento dos genes, ou seja, o seu registo e organização.
Existem múltiplas vantagens no uso dos conhecimentos adquiridos sobre o Genoma Humano, pois poder-se-ia detectar se uma pessoa está predisposta a sofrer de cancro, por exemplo, e assim, o tratamento seria mais eficaz. Podemos acrescentar que o conhecimento do Genoma Humano possibilitaria encontrar enfermidades graves num embrião e corrigi-los. Todas estas vantagens traduzem-se no aumento da esperança média de vida.
Mas, o Projecto do Genoma Humano não acarreta só vantagens, apresenta, também, desvantagens. Do ponto de vista moral e ético poder escolher as características dos embriões não é aceitável, uma vez que não vai permitir que exista uma regularidade na continuação da espécie humana. Aos olhos da sociedade, em geral, não é admissível que se possa criar um ser, que se possa escolher as características, por exemplo: a cor dos olhos ou do cabelo. É como se a vida humana fosse uma tela, na qual o pintor pode colocar as cores que quer. A juntar a estas desvantagens temos a perda da individualidade aliada a vários problemas que podem surgir no quotidiano. A título de exemplo, se for possível diagnosticar que um indivíduo poderá desenvolver uma determinada doença, este poderá ter mais dificuldade em fazer um seguro de vida e até encontrar emprego. É como se a vida de cada um fosse controlada pelo ADN.
Coloca-se então uma questão fundamental, é ou não favorável proceder ao estudo do Genoma Humano e utilizar as suas descobertas? Quanto a isto, não temos, ainda, uma resposta concreta, só o tempo e a ciência o dirão! Existem muitas vantagens, mas não podemos esquecer as múltiplas desvantagens!

Alexandra Neves n.º1
Carla Correia n.º7
Patrícia Fernandes n.º21
Samanta Cristóvão n.º23

Turma 12ºC

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

GENOMA HUMANO


“ Um dos maiores desafios da ciência contemporânea consiste na análise da estrutura do ADN humano com o objectivo de se constituir um mapa com a posição dos cromossomas que constituem os genes humanos, isto é, o genoma humano”.
O projecto do Genoma Humano é um vasto trabalho de investigação de âmbito mundial que envolve diversos países, iniciado nos Estados Unidos da América em 1990, e que conta com mais de cinco mil cientistas distribuídos em duzentos e cinquenta laboratórios dedicados ao seu estudo.
Até aos anos oitenta, pensava-se que a catalogação dos genes envolvidos nas funções e disfunções se fazia a partir de uma diferença observável, da qual se deduzia uma causa genética.
Todavia, tal revelou-se insuficiente, o que, na década de noventa levou ao desenvolvimento do Projecto do Genoma Humano. O seu objectivo era mapear o posicionamento dos genes nos pares de cromossomas, sequenciando os seus nucleótidos, (isto é, a leitura letra a letra das instruções dos genes).
Há quem pense que o Projecto do Genoma Humano traz consigo a chave para todas as doenças e todas as curas, dado que a intenção deste é fazer um censo completo de todos os genes e enquadrá-los na arquitectura dos cromossomas, de modo a que a informação daí retirada seja útil para o futuro.
A investigação ao permitir a identificação de genes responsáveis por certas doenças tem uma importância médica muito grande, pois permite identificar o erro genético causador de uma dada doença e prevenir outras que ainda não se manifestaram.
Contudo, este estudo pode acarretar alguns problemas, na medida em que as informações do genoma humano podem servir para aumentar o domínio das instituições sobre os indivíduos. Imagine-se que uma determinada empresa utiliza a informação genética para com ela seleccionar a sua rede de trabalhadores. No fundo, o indivíduo torna-se prisioneiro do seu próprio ADN! Como viverá uma pessoa que sabe que é portadora de genes que propiciam determinado tipo de cancro, por exemplo?
O Projecto do Genoma Humano veio permitir as seguintes descobertas: os seres humanos possuem entre trinta mil a quarenta mil genes. Muito menos do que o esperado, se comparado a uma lesma que tem dezoito mil e à mosca da fruta com treze mil genes. A diferença entre o ser humano e os outros seres é que os nossos genes trabalham de maneira diferente. O que faz a diferença entre as pessoas não são especificamente os genes mas o que resulta da complexidade das suas relações.
O Genoma Humano constitui assim, um grande passo da Ciência actual, mas para o qual devemos olhar sempre com algum sentido crítico.

Trabalho realizado por: Antea Gomes, Denis Gachter, Patrícia Cruz, Tânia Fernandes. 12ºAno - Turma C