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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

VOAR....


Eu queria ser astronauta
o meu país não deixou
Depois quis ir jogar à bola
a minha mãe não deixou

Tive vontade de voltar a escola
mas o doutor não deixou
Fechei os olhos e tentei dormir
aquela dor não deixou.

Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta ...e voar

O meu quarto é o meu mundo
o ecrã´n é a janela
Não choro em frente à minha mãe
eu que gosto tanto dela
Mas esta dor não quer desaparecer
vai-me levar com ela

Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta....e voar

Acordar meter os pés no chão
Levantar e dar o que tens para dar
Voltar a rir,voltar a andar
Voltar, Voltar
Voltarei
Voltarei
Voltarei
Voltarei

Tim (Xutos e Pontapés)

sábado, 9 de janeiro de 2010

ADMINISTRAÇÃO DAS IMPRESSÕES


" O mundo todo é um palco, e todos os homens e mulheres são meros actores", observou Shakespeare. As pessoas controlam frequentemente as imagens que projectam, "administrando" gestos, expressões e tons de voz. Por vezes temos consciência do que estamos a fazer; outras vezes enfatizámos simplesmente uma faceta da nossa personalidade complexa. Os psicólogos chamam a esse fenómeno administração das impressões. Dependendo dos seus objectivos, as pessoas seleccionam entre as seguintes tácticas:
A persuasão destina-se a conquistar afecto, convencendo outra pessoa que se é atraente. O sedutor pode comportar-se de maneira que confirma a boa opinião que o outro tem, ou expressam concordância com os interesses, atitudes ou valores de alguém.
A intimidação cria a imagem de se ser perigoso, com o objectivo de se obter poder, despertando medo. Pais, professores e assaltantes de banco contam, até certo ponto, com essa técnica.
Com a autopromoção, as pessoas mostram-se competentes ou habilidosas em conquistar, em ganhar respeito. Admitir pequenas falhas pode aumentar a credibilidade. Uma variante, a auto-incapacitação, envolve apresentar antecipadamente desculpas, no sentido de se proteger contra futuras falhas. Um atleta pode parar de treinar antes de um evento importante a fim de
atribuir à falta de treino uma exibição fraca. Para amenizar resultados negativos, pessimistas defensivos fixam expectativas baixas e aumentam os seus esforços.
A exemplificação requer a apresentação de uma imagem de integridade ou moralidade para ganhar respeito ou produzir culpa: "Continuarei a trabalhar na hora do almoço, pois sei que quer que eu termine este trabalho." Os mártires e líderes que usam a exemplificação falam frequentemente do seu sofrimento.
A súplica envolve o anúncio de fraquezas de dependência: "Sou desajeitado"; "Tenho um problema nas costas". O suplicante pode estar a procurar compaixão ou a tentar livrar-se de uma tarefa indesejada.
Embora pareçamos confiar muito numa ou duas técnicas preferidas, provavelmente usamos todas as estratégias, podendo até utilizar várias simultaneamente.

Davidoff, L.L., Introdução à Psicologia, Makron, p. 638 (in Dossier do Aluno, Psicologia B - Ser Humano, Porto Editora)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

RESILIÊNCIA


O termo resiliente tem origem na física e designa a resistência do material aos choques e à capacidade de uma estrutura absorver a energia cinética do meio sem romper. O termo foi aplicado em psicologia, a partir da década de 80, para designar os indivíduos que recuperam as suas energias depois de terem sofrido uma depressão. Contudo, hoje, a expressão resiliente aplica-se fundamentalmente às crianças que crescem em ambientes de privação e de risco ( exemplo: abandono, violência e maus-tratos) e que conseguem ultrapassar eficazmente os traumas vividos. Fogem ao ciclo de violência, ao fatalismo de criança que sofre violência, será um adulto violento, delinquente, socialmente desajustado.
(...) A resiliência, que é, no fundo, a capacidade de resistir à adversidade, é um processo, não um estado e, por fim, uma pessoa pode ser mais resiliente num momento da vida do que noutro. Léon Kreisler define deste modo resiliência: fazer face, sem fraquejar, a condições singulares de adversidade e de perigo, perceber os recursos materiais e humanos, proteger-se através do domínio de defesas físicas e mentais, distinguir e escolher os objectos de investimento afectivo e de apoio social, resumindo, encontrar em si os recursos de resistência e de uma adaptação durável e sã... tais são, resumidamente, as competências atribuídas à resiliência.

Ser Humano, Psicologia B - 12ºAno, (Livro do Aluno), Porto Editora