Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta Número 3. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Número 3. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Katársis II nº 3

terça-feira, 29 de abril de 2008

Ainda sobre o documentário: “Uma Verdade Inconveniente”.


Cada vez mais, na nossa sociedade, em tudo o que nos rodeia, encontramos uma ou várias verdades não tão boas como a maioria das outras e que nos dá bastante jeito escondê-las, ignorá-las, fazer parecer que não existem. Mas também nos esquecemos que deixar para trás, passar por cima, é sinónimo de promovermos consequências, consequências estas que com o passar do tempo se vão agravando sem nós darmos conta!
Este filme, “A Verdade Inconveniente” trata de uma realidade bastante importante e preocupante nos dias que correm: o aquecimento global do Planeta Terra.
Todo o mundo está envolvido neste problema, mas nem “todo o mundo” está interessado nele, pelo menos em resolvê-lo.
Mas, a realidade do aquecimento global, infelizmente, é apenas uma no meio de outras tantas tão ou ainda mais preocupantes!
É claro que há excepções e há sempre pessoas preocupadas com estas questões, que fazem estudos, recolhem dados, analisam-nos e a partir disso informam o Mundo.
Mas também existe uma parte importante que para além de não se preocupar, ainda tenta esconder o problema. Será essa a melhor solução para a Humanidade? Valerá o trabalho desta minoria de pessoas para alguma coisa?
Na minha opinião, vale sempre o esforço. O ser humano é que deve tomar consciência do que estão a fazer ao seu planeta, a si mesmo. É imprescindível “abrir os olhos” para aquilo que nos rodeia. Mais tarde ou mais cedo temo que iremos olhar à nossa volta e apercebermo-nos do quanto temos feito de mal à nossa Terra e, nessa fase valorizaremos muito mais as coisas simples da vida. Um rio limpo, uma paisagem protegida e bonita, os espaços verdes serão muito mais valorizados do que agora!
E agora pergunto: porquê?
É simples a resposta. Daqui a alguns anos, se continuarmos a poluir, a estragar a natureza e o que de essencial é à vida todos aqueles espaços terão desaparecido.
Quem é o causador destas alterações ambientais como o aquecimento global que leva à subida da temperatura terrestre e que por sua vez leva à subida do nível das águas do mar?
É o Homem, são as suas actividades condenáveis. O degelo, o risco de ficarem zonas do mundo habitadas submersas é da nossa responsabilidade.
Saber que há quem pense que já cá não vai estar quando tudo estiver “mesmo mal” intriga-me e faz-me levantar duas questões com as quais termino: E se se conseguisse provar cientificamente que ainda cá estaremos todos quando tudo chegar ao “limite”, será que modificaríamos a nossa atitude dos dias de hoje? E será que ainda iríamos a tempo?

Elsa Lourenço 10.º B

A propósito do filme “Joana d’Arc”



O filme que vimos, intitulado de “Jean d’Arc”, demonstrava todo o desejo, garra, luta, de uma jovem guerreira que acabou vencida pela malvadez e pelo poder de quem não acreditou que ela seria enviada por Deus.
Esta história passou-se em tempos algo longínquos, na luta entre franceses e ingleses, na disputa pela conquista de territórios. Jean foi uma das poucas, ou a única, guerreira, e conseguiu levar centenas ou milhares de ‘soldados’franceses à vitória com os seus conselhos divinos.
Apesar das desconfianças, lá foram acreditando na jovem e fazendo o que ela indicava até ao culminar da sua esperada morte. Seria isto possível actualmente? Seriam centenas ou milhares de homens capazes de ser ‘dominados’, seguir os conselhos de uma mulher, que dizia ouvir a voz de Deus? E será a justiça actual, parecida com a executada naqueles tempos?
Creio que na Europa (cenário do filme), grande parte dos países já terão evoluído, ultrapassado esta fase (deixaram de queimar pessoas em fogueiras), mas nem tudo estará perfeito e coisas como a justiça e o poder são algo que poderá ser utilizado ainda para coisas que não serão nem legítimas por parte de quem as faz, apesar do seu poder, nem minimamente aceitáveis para alguém com o pleno domínio da sua consciência. Há pessoas que, ainda hoje se tentam aproveitar de outras dizendo que viram Deus, ou que foram enviadas por um ser superior. Talvez hoje não haja grandes dúvidas que são “charlatanices”, apesar de, como cristão, admitir a possibilidade de algum tipo de milagre.
Neste mundo, nesta Europa ou em qualquer país, existe um sem fim de atitudes ou acções discrimináveis, e punidas por lei, que antes seriam admissíveis, pelo menos para quem as praticava, e que obviamente eram erradas e iam contra o princípio de que a nossa liberdade acaba onde começa a do próximo. Penso que agora isso é absolutamente respeitado pela generalidade das pessoas.

Ricardo Batista – 10º B

O suicídio

Quantas vezes nos apetece desistir de viver, por coisas que quase sempre se resolvem, que passam e que morrem com o tempo.
Já alguma vez vos apeteceu pegar numa faca ou numa lâmina e cortar os pulsos? Tomar comprimidos em excesso? Saltar de um carro em andamento?... e simplesmente deixarmo-nos apagar, apagar a luz da vida, a razão do nosso viver.
É muito fácil desistir, é muito fácil perder, morrer, sofrer, chorar, desfalecer,... por isso se diz que o suicídio é muito fácil de concretizar mas, nada disto é fácil de embrenhar no nosso cérebro, pois ele quer sempre o melhor para o nosso bem-estar, a razão pela qual o suicídio é um acto de coragem num momento de fraqueza.
Parece irónico querer morrer em vez de lutar, pois às vezes a causa que nos mantêm unidos e que nos ajudam e apoiam parece quebrar-se. Mas, no entanto, o desespero, o pânico, o medo, o receio de acreditar na palavra dessas pessoas faz com que cometamos as maiores loucuras e somos levados pela corrente até à morte.
Nunca pensei desta forma, em desistir da vida, mas às vezes surge um pouco de obscuridade no meio da luz, que nos faz ficar tristes e pensativos. No início, estamos chorosos, mal-humorados, aterrorizados, assustados, amedrontados... e o nosso consciente começa a levar o nosso pensamento para formas fáceis de nos matarmos.
Mas não é o fim! Lutem pela vossa vida, pela razão da vossa existência, pelo sabor da liberdade, lembrem-se que ainda temos muito para aprender, conhecer e experimentar.
Já dizia Sophia de Mello Breyner, uma importante escritora literária, que a vida é como uma estrada que devemos percorrer sem nunca olhar para trás, e mesmo que esta acabe, no princípio do abismo, não devemos desistir e cair, mas sim agarrarmo-nos com toda a força que nos resta ao ramo ou à liana que encontrarmos.
A vida, penso que é um dom que Deus nos deu, e que devemos usufruir dela da melhor maneira, a mais difícil, e dolorosa, mas com a melhor recompensa se nos esforçarmos e fizermos tudo por alcançá-la e merecê-la.

Adriana Soares nº1 10ºB

Poesia

As disciplinas

Temos Português
Para cultos podermos estar
Nunca dar erros
E a gramática respeitar.

Na matemática
Há funções e vectores
Se não os perceber
A cabeça fica com dores.

A Filosofia
É a arte de pensar
Se reflectir bem
Não irei reprovar.

Na língua estrangeira
No meu caso, o Francês
Gosto da disciplina
Porque é parecida com o Português.

Na Biologia
Dos seres vivos gostei
Mas não o sei da Geologia
Porque ainda não acabei.

Da Físico-Química
Das actividades estou a gostar
Só espero que estas
Não cheguem a acabar

Carlos Pereira nº3 10ºA

Os Direitos do Homem e a Pena de Morte


Completar-se-ão a 10 de Dezembro do presente ano, 60 anos da existência da Declaração Universal dos Direitos do Homem.
O seu preâmbulo começa assim:
“considerando que o reconhecimento de dignidade inerente a todos os membros da família Humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, de justiça e de paz no mundo; considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade (…); considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações (…), a Assembleia Geral proclama, a presente Declaração Universal dos Direitos do Homem, como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efectivos (…)”.
De entre os direitos que esta declaração proclama, um daqueles que poderemos considerar como fundamentais será aquele proclamado no artigo 3.º da declaração que proclama o direito à vida: “Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”.
Nomeadamente, um membro representante de Santa Cruz do Chile, ao longo do trabalho de elaboração da Declaração referiu que o artigo 3.º continha a essência da Declaração! De que serviam os direitos sem o direito à vida?
Houve mesmo quem referisse que o direito à vida era tão óbvio (pois a declaração apenas se aplicava àqueles que estavam vivos) que não haveria necessidade de o incluir.
De entre uma multiplicidade de questões, este artigo leva-nos a questionar: que direito têm à vida aqueles que privaram outros dessa mesma vida? Isto é, que direito têm à vida os assassinos, os violadores, homicidas, “monstros” da nossa sociedade que fria e calculadamente tiram a vida a outrem?
O objectivo deste texto não é tomar uma posição sobre o tema, mas antes colocar o problema nas suas várias perspectivas: a perspectiva do condenado e seus entes mais próximos; a perspectiva da vítima ou dos seus entes próximos; a perspectiva daqueles que, de fora, vêm mais friamente, e isentos da influência de circunstância, a atitude do condenado e o sofrimento da vítima!
Assim deixo duas questões:
Porquê a pena de morte?
Porque não a pena de morte?
A pena de morte existe desde a antiguidade, e como diz W. Schabas, pode ser vista desde 1750 a.C.!
Um dos mais antigos pensadores gregos, Sócrates, perdeu a vida nas “garras” da pena de morte. Platão, discípulo devoto de Sócrates, fará da pena de morte um dos seus temas na medida em que ficou marcado pela morte do seu mestre.
Durante a Idade Média, a pena de morte era caracterizada por uma particular brutalidade.
As legislações antigas impunham a pena de morte em casos graves, acompanhado de tormentos e mutilações! Assim executada publicamente, as modalidades eram indiscutivelmente bárbaras, por. Ex., a fogueira, o esquartejamento, a roda, o empalamento, a imersão, o garrote, o esmagamento, …
A forca e a decapitação eram formas simples de execução, a primeira destinada aos nobres, a segunda para ladrões, homicidas…
Leon Tolstoi[1] após assistir a uma execução em Paris, em 1857, escreveu:
“Quando vi separar-se do tronco a cabeça do condenado, caída com sinistro ruído no cesto, compreendi, e não com a razão mas com todo o meu ser, que nenhuma teoria pode justificar tal acto.”
O homem vive em sociedade, em comunidade! Deste modo a importância dos Direitos do Homem, universais, é óbvia!
A vida em sociedade exige que se saiba viver em sociedade, de modo civilizado. No entanto a história mostra que nem sempre isto se verifica! A 1.ª e 2.ª Guerra Mundial são exemplos claros de prepotência do homem, da ambição, da barbaridade, da crueldade, da falta de respeito pelo seu semelhante!
Assim, para que esta seja uma realidade com um fim à vista há que tomar consciência de que os direitos humanos devem ser por todos respeitados a fim de promover o bem de todos.
A pena de morte surge como resultado de uma violação dos direitos do homem! Foi porque alguém violou os direitos de outro que se vê numa situação de condenado. Portanto, podemos concluir que a solução para tão difícil problema é simples na sua dificuldade, ou seja, promovendo e agindo numa atitude de respeito pelo outro, pelos seus direitos, só assim todos viveremos livremente!
A questão que fica em aberto é: será algum dia o homem capaz de viver numa atitude de respeito pleno pelos direitos humanos?

Júlia Lopes (Profª de Filosofia)


[1] Leon Tolstoi – escritor russo – 1829.1910.

A palavra desistir….

Nunca devemos desistir daquilo que queremos.
Nunca devemos abdicar dos nossos interesses, pois dessa forma podemos perder tudo aquilo que temos e que queremos ter. Se de facto desejamos alcançar alguma coisa, a palavra desistir não deve constar no nosso dicionário. Devemos ter sempre um pouco de ambição nos nossos interesses pessoais. Por exemplo, se um estudante teve uma fase menos boa na sua vida, como andar a tirar más notas, não é motivo para ir abaixo, porque ainda vai a tempo de recuperar. Nunca deverá desistir daquilo que é primordial como objectivo na sua vida: os estudos. Se bem que nem sempre o nosso “apetite” é significativo, temos que pensar que se andamos na escola é porque temos algum objectivo pela frente, como menos bons, mas nestes últimos não podemos deixar-nos ir abaixo. Temos de pensar que ter uma atitude positiva é meio caminho andado para atingir aquilo a que nos propusemos. Agora que cada vez mais existem novas oportunidades para os estudantes, devemos pensar se queremos mesmo desperdiçá-las, pois um ano perdido é sempre um ano de atraso, em todos os aspectos relativos ao futuro. É um ano mais tarde que terminamos, são oportunidades de emprego que desaparecem, bem como muitos outros exemplos para além destes, que nos demonstram que nunca devemos desistir. Quem desiste daquilo que quer é porque não tem força de vontade e, dessa forma, acaba sempre por apanhar apenas a última carruagem… Durante toda a nossa existência certamente irão surgir múltiplos problemas que não conseguimos evita. Todavia há que lutar contra as adversidades, pois só dessa forma as conseguiremos ultrapassar.

Joana Dias – 10º A

Quem sou eu?



Esta talvez seja a pergunta que toda a gente faz a si própria quando nos surgem dúvidas acerca do nosso ser e eu como adolescente assumida, não sou excepção.
Sou uma rapariga de 15 anos que gosta de apreciar a vida como ela é e não gosta de muito “stress” à sua volta. Sou adepta da boa vontade e para mim gente mal intencionada não faz parte do meu “rol” de amigos. Por outro lado, sou amiga do meu amigo e não aceito injustiças, seja a que nível for.
No meu ponto de vista, o ser isto ou aquilo pouco me importa, apenas quero existir em cada dia e não tenho meta de chegada, pois cada dia deve ser único, próximo dos que gostamos e dos que por ventura possamos vir a gostar. O meu futuro, como o de todos os outros, é incerto e, como tal, quero tornar reais os meus sonhos.
O meu objectivo é sentir lufadas de ar que a vida me proporciona e aproveitá-las para refrescar os meus momentos diários.
Concluindo, o meu nome é Patrícia e faço desta pergunta o meu dia-a-dia, já que a adolescência só me abre as portas da interrogação, mantendo as janelas das respostas entreabertas.
Patrícia Lino – 10º A

Xadrez

“ A vida é um jogo e um jogo tem sempre dois fins: ou se ganha… ou se perde.”

Há quem diga que num jogo não é importante vencer ou perder, que o mais importante num jogo é… simplesmente jogar! Então qual é o propósito de um jogo? Não será testarmos a nossa capacidade de luta? Se estamos neste mundo para perceber se iremos perder mais do que vencer, ou vice-versa! Não será a nossa própria vida um jogo? Se pensarmos que para haver um vencedor terá de haver um vencido… então estamos no sítio certo…, no sítio que o homem identificou como Terra, Mundo!
Será que já alguém se questionou, uma vez que ao nascermos pertencermos já a esta sociedade, se queríamos ter um número que nos identificasse, se queríamos pertencer à mesma religião que os nossos pais ou conhecidos nos transmitiram? Quem somos nós, afinal? Que padrão nos foi passando de geração em geração para sermos semelhantes? Estamos nós a viver a vida de alguém? Será que a nossa decisão é verdadeiramente livre? São inúmeras as questões para as quais não há uma resposta objectiva. Por exemplo, quando tomamos consciência da vida social, das opções religiosas já estamos imbuídos de toda uma cultura que nos condiciona na forma de pensar e agir. Por outro lado, as nossas escolhas talvez não sejam verdadeiramente livres, pois somos influenciados determinantemente pela nossa cultura.
Na vida somos identificados muitas vezes não como pessoas, mas como objectos, somos colocados em prateleiras para depois sermos escolhidos..., mas por quem? Quem é que nos obriga a sermos assim para depois podermos entrar nas escolhas, que padrão é esse que tenta atingir a perfeição em cada geração que passa, que monstro é esse que nos vai obrigando a acreditar que a vida é só para os vencedores, que um dia deixará de existir vencidos. E, se esse dia chegar, o que será de nós depois de sabermos que somos sempre vencedores?
Nós somos o próprio espelho…, nós somos a sombra que tentamos fugir…, nós somos a verdade da própria mentira da nossa existência!
Fomos nós que criámos este padrão, e que com o passar dos tempos ficámos obcecados pela própria obra… da magnífica obra dos humanos…, o culminar da perfeição! Brincamos como as crianças…, destruímos para fazer de novo! É esse o nosso maior desejo…, a nossa maior vontade, é o que nos faz acreditar no amanhã…, naquilo que nos faz viver o dia seguinte.
Se ninguém pede ou implora para vir ao Mundo, então porque razão teremos de fazer parte desta humanidade? Alguns de nós vieram ao mundo pelo simples prazer dos nossos pais, de dizerem que têm um filho, porque é esse o padrão da sociedade!
Parece também ter de haver uma idade para tudo o que fazemos… casamento, filhos, mas em que idade é que nos vamos aperceber que tudo isto não passa de uma mentira, que na vida há algo mais para além disso?
Todos os dias pensamos como viver e às vezes como sobreviver. Todos os meses temos objectivos a cumprir, usando o dinheiro para pagar a nossa felicidade. Todos os anos temos o mesmo objectivo, isto é, que o próximo ano seja, pelo menos igual ou melhor que o anterior. Sempre, mais… sempre, melhor! Nunca estamos bem, nunca estamos satisfeitos! E pergunto eu: será que alguém com setenta anos e que caminha a passos largo em direcção a um fim de ciclo, quando olha para o caminho já percorrido e se apercebe que quase tudo o que fez ou tentou fazer se sente realizado? Não fará tudo parte de um padrão já pré-definido? Não será esse o padrão que nós por vezes resignados e cansados de lutar chamamos de… destino? Não será a coincidência, acção/reacção, ou seja, não será que colhemos o que semeamos?
Todos nós somos jogadores, jogamos (vivemos) um jogo como o xadrez, com regras, mas também com jogadas incertas e imprevistas que nos transmitem a atracção e o entusiasmo pelo viver. Somos como figurantes no filme da vida, em que todos somos actores, realizadores, espectadores, críticos e todos nós fazemos parte de um filme em que o “fim”… é cada um de nós!

Pedro Lopes – 10ºAno Na

Indiferença à Violência

Choca-me a forma como as crianças e os jovens de hoje encaram o sofrimento dos outros e a violência, já que a escola é o reflexo da sociedade em que vivemos. Será só por sermos latinos? Ou algo mais se esconde nesta atitude?
Alguém (um aluno) me perguntou um dia, algures numa turma. –“O filme tem mortes? Se não tem mortes, não queremos ver.”
A forma como os adolescentes lidam com o sofrimento físico dos outros é quase cruel. Fico estupefacta com a reacção da turma quando algum dos colegas se magoa, pois reagem de modo inesperado, riem-se, transbordam de alegria, ficam completamente eufóricos como se assistissem ao espectáculo mais cómico do mundo. Não respeitando o sofrimento do outro. Será que rir do mal dos outros é um comportamento instintivo? Ou o facto de seremos constantemente bombardeados com cenas de violência através dos meios de comunicação social, principalmente através da televisão, do cinema e da Internet, nos torna insensíveis?
O famoso e polémico “caso do telemóvel”, parece ter-nos chocado, tal como o sequestro e a agressão de uma jovem nos EUA por um grupo de outros jovens que colocaram as imagens na Internet, também o carjacking e a Al-Qaeda são sinais do tempo.
Vivemos num tempo em que a realidade se transformou num qualquer jogo de computador e se sente como ficção e a virtualidade se transfigurou em realidade, ou no lugar por excelência do quotidiano.
Estranho e perigoso este jogo entre ficção e realidade, factos e virtualidade que transforma os valores e os cérebros das nossas crianças e jovens, fazendo-os confundir bonecos com pessoas.
É impressionante a forma apática e gratificante com que lidam com a brutalidade dos meios audiovisuais que se encontra espelhada no gosto vulgarizado e intenso por filmes de terror, magia, sobrenatural e ficção científica, pouco formativos, sem valores e sem conteúdo.
O noticiário televisivo tomou o lado da negatividade, do sensacionalismo, do impacto, da brutalidade, o que de tão repetido, provavelmente nos torna a todos indiferentes aos sentimentos do outro, à banalização do sofrimento humano e nos conduz à aceitação progressiva do inaceitável.
Transmitir cenas de guerra, sequestros e execuções, em directo de preferência, é algo de repugnante, degradante e tremendamente desumano.
Que valores queremos para os nossos jovens? Que tipo de sociedade estamos a construir? Será que caímos de modo desenfreado nas garras da violência?
Hoje que tanto se fala da defesa dos direitos dos animais, e acho que devem ser protegidos (não às touradas e espectáculos afins), ofende-se a cada passo a dignidade humana, expondo gratuitamente o sofrimento de pessoas, pois já não nos convencem com palavras mas perante uma imagem caem por terra os argumentos. Vivemos seguramente na era da imagem e quanto mais chocantes melhor porque as pessoas já ultrapassaram qualquer limite.
Contudo, não transformemos “o homem no lobo do homem” mas eduquemo-lo para o respeito pelo outro, a compaixão, a amizade, o companheirismo…É difícil, pois o individualismo é feroz e a competição está instalada. Cabe-nos a todos fazer alguma coisa se queremos uma sociedade mais pacífica, tolerante e solidária. Fica o convite! Dado que um indivíduo nada pode contra a sociedade ou as instituições.

Mª Isabel Soares

Homem Irracional

Domina em ti a razão
Ou a paixão?
És senhor de ti
Ou escravo de impulsos?
Onde está a tua força?
Na pura e fria razão
Ou no calor do teu coração?
Ser homem, humano.
O que é? Como te defines?
Rei da criação
Ou processo casual da evolução?
Conheces o bem, mas não o praticas.
Fazes o mal e sentes prazer.
Que enigma és, oh! Homem.
É impressionante a força e a fraqueza
Que brota dentro de ti.
Terás destino ou serás livre?
Tu que te sentes tão seguro de ti mesmo.
Não passas de um simples mortal.
Apesar da tua magnifica obra.
Afinal, és tão pequeno e mesquinho
Como qualquer outro animal.

És simplesmente homem, não divino.
Desejo de imortalidade, domínio e juventude eterna,
São as tuas ambições.
É pelo sonho que caminhas,
E apesar das quedas
Não desistes, a persistência é o teu forte.
Finges ser livre e bafejado pela sorte,
Mas reconheces-te cativo da ignorância e do mistério.
És simplesmente humano indefinido,
Ou um caminhante inconcluso!

Mª Isabel Soares

sábado, 26 de abril de 2008

Ensaio

S. Freud afirmava que o ser humano é o resultado de uma evolução psicossexual. Será a sexualidade uma dimensão central do desenvolvimento humano, ou esta perspectiva freudiana é meramente um exagero?

A sexualidade uma dimensão central do desenvolvimento humano

Na minha opinião, a sexualidade tem um papel central no desenvolvimento do ser humano. A perspectiva freudiana que diz que o homem é o resultado de uma evolução psicossexual não é, de todo, um exagero.
Só ao longo do desenvolvimento psicossexual é que se vão desenvolver ou se vão atrofiar determinadas características masculinas e femininas, que irão formar um conjunto – a personalidade do indivíduo.
A sexualidade tem influência em vários níveis do desenvolvimento do ser humano. Esta é um dos núcleos estruturantes e essenciais da personalidade humana, que não se reduz a alguns momentos e comportamentos, mas é, pelo contrário, um complexo que se integra na globalidade do desenvolvimento da pessoa. A sexualidade apresenta-se, assim, como um factor importantíssimo no que toca ao desenvolvimento de uma personalidade.
Ela tem uma dimensão biológica, evidente na diferenciação sexual, nos mecanismos de reprodução, no crescimento e nos ciclos de mudança e aparência física. Tem, também, uma dimensão psicológica (que engloba a afectividade), que se exprime no conjunto de emoções e sentimentos que proporciona, na sua evolução com a maturidade e a experiência, na influência sobre a auto-estima, na variedade das suas expressões afectivas e no sentido em que proporciona segurança e comunicabilidade interpessoal. Nesta relação situa-se a dimensão social da sexualidade, uma vez que os encontros e desencontros de uma relação contribuem para amadurecer, em cada homem ou mulher, dinamismos de doação, de entrega e de abertura aos outros e ao mundo. Há também uma dimensão ética na sexualidade: a ética regula a forma como os indivíduos compreendem e vivem a sua sexualidade, mediando as decisões pessoais nas relações com os outros e na construção de valores morais e pessoais.
A construção da sexualidade abrange o que significa "ser menino" ou "ser menina", homem ou mulher numa dada cultura; a manifestação dos sentimentos, a maneira de ver o mundo, que acaba por reflectir as estruturas cognitivas e afectivas construídas ao longo do processo de desenvolvimento.
Então, conclui-se que o que promove a vida promove a pessoa em si, cuja expressão maior de vida é a sexualidade.É por todos estes motivos que fica claro que a sexualidade não se afasta nem um pouco do desenvolvimento do ser humano. Ela insere-se numa dimensão central do mesmo e influencia-o de uma maneira enorme.

Por: José Luís Lopes 12.ºB N.º7

Ensaio

Será o Homem um produto da razão ou um produto do desejo?
“Homo Eximias”

O título que dei a este texto: “Homo Eximias” (em português: pessoa extraordinária) leva-me sem dúvida para uma reflexão profunda sobre a pergunta colocada: “Será o Homem um produto da razão ou um produto do desejo?”. Será que existem pessoas extraordinárias? Este conceito de extraordinárias que coloquei no título pretende levar-nos para uma dimensão de perfeccionismo, de comparação entre pessoas (mais adiante abordarei este ponto)! Contudo este conceito de “eximias” é bastante subjectivo. Ao longo deste texto irei expor o meu ponto de vista acerca do tema principal falando da razão e do desejo e também deste perfeccionismo que queremos encontrar nas pessoas mas que muito dificilmente o conseguiremos.
Ao desfolhar o dicionário: por acaso ou intencionalmente, reparamos, entre outras palavras, que temos o significado de “desejo” e de “razão” (como é óbvio são as palavras importantes para este tema). “Desejo” é definido como o acto ou efeito de desejar; vontade; apetite; inspiração. Por sua vez, a palavra “razão” é definida como a faculdade de bem julgar, isto é, de discernir entre o bem e o mal; raciocínio; motivo; justificação. Todos nós sabemos que existem homens que são produto apenas da razão.
Outros, por outro lado, são apenas produtos do desejo mas temos outros ainda que são um produto de ambas (e estas para mim são, neste tema, aquelas pessoas que considero “perfeitas”, que comparadas com as outras são as tais “Homo Eximias”).
As pessoas que são produto da razão são aquelas que passam a vida a ver o que é bem e o que é mal, a dizer que não fazem isto porque (…) e que nunca iriam aquele lugar dado que (…). As pessoas que são apenas produto do desejo, são as mais maquiavélicas, aquelas que não olham os meios para atingir os fins e que são capazes de pisar tudo e todos para conseguirem ter o que querem. E por fim ainda há aquelas, tal como referi atrás, que sabem, que usam a razão e o desejo como acção recíproca, que sabem que se desejarem têm de “ver” o ponto de vista da razão e vice-versa.
Sem dúvida aquelas que são um produto do desejo são as que suscitam mais dúvidas e que por mim podem estar longe. Mas cada vez mais se vê que as pessoas já não ligam nenhuma a quem as ajuda. Estamos a chegar a um tempo em que “quanto mais mau melhor”. Nem todas as pessoas pensam assim mas algumas já seguem esse caminho. Mais vale ser apenas um produto da razão do que do desejo. Mais vale deixar coisas por fazer porque isso é que é correcto do que simplesmente estragar a vida com coisas fúteis que nem nos fazem andar nem desandar. Contudo a maioria das pessoas sabe ter uma porção q.b. da razão e do desejo ao mesmo tempo. E por isso neste campo são as tais pessoas perfeitas como já referi. Mas quando aqui estou a falar em pessoas perfeitas (que totalmente não existem), estou a fazer uma comparação entre estes três “tipos” de pessoas. O Homem é sem sombra de dúvidas uma multiplicação de estados e momentos que se repercutem nos seus comportamentos, por vezes guiados pela razão, outras vezes guiados pelos desejos e outras vezes ainda guiados por ambos.
Em suma, o importante é desejar para podermos pensar e vice-versa e sonhar, sonhar e sonhar, porque sonhar permite-nos “viajar e vermos, e aprendermos o que queremos aprender “ para que depois possamos decidir sempre som a consciência do que estamos a fazer e bom para nós e para os outros.

Ana Paula Sousa Tavares
Nº5 12ºA

Saudade

Parece que nasce um peso cá dentro e não conseguimos explicar, não conseguimos porque não soltamos sequer um ai.E suspiramos.Vemos o mundo lá fora e parece que não nos é nada, que não foi aqui que nascemos, como se nos tivéssemos perdido no caminho para casa.E … lembramo-nos dos outros, de nós, de como os outros eram, de como nós éramos. Às vezes temos saudades dos outros, dos que deixámos para trás e dos que nos deixaram. Dos que fizeram questão de nos provar que nada é eterno e que mesmo os mais próximos mais cedo ou mais tarde se afastam e nos desiludem. Às vezes temos até saudades daquilo que já fomos. Passamos em frente ao espelho e bloqueamos o tempo, corremos memórias de nós próprios, e queremos por vezes, mesmo que por escassos momentos, regressar atrás. Fugir para o passado, só para ter o prazer de também dele fugir.E … suspiramos.Às vezes nem damos conta do tempo a passar e quando percebemos certas coisas já é tarde demais para regressar. Mas porque é que o tempo não pára quando nós queremos que assim seja?Sentimos saudade do sol, da chuva, da lua escondida, do amigo que nunca mais deu notícias, do café que aquela pastelaria servia, e guardamos memórias, bilhetes de cinema, de comboio, e fotografias, montes e montes de fotografias porque sabemos
que cedo ou tarde o tempo apagará a memória e já nem a saudade nos deixará sentir.E … voltamos a suspirar.Sentimos saudade de paixões, e de tudo o que já nos fez antes vibrar, viver e explodir em emoção.Sentimos saudade do “amor” e mais parece que é o próprio amor que sente saudade de nós. Sentimos saudade até de sentir saudade. E, por vezes, parece que sentimos saudade do que nunca vivemos, do que nunca tivemos. Até o sentimos pelo que já nos fez sofrer, mas só porque em tempos nos fez sorrir. Damos o último suspiro, e uma vez mais, sentimos saudades da vida.

Ana Arêde Nº 5 10ºB

Poesia


Eco


A voz dita atrás das grades
É apenas um eco
Ânsia querendo a liberdade,


As grades essas
Quebram-se
Com asas brancas….


Mas, o espaço?


Anabela Bacêlo

Problemas de Lógica

Resolução dos problemas do número anterior
1 - O argumento a seguir apresentado é falacioso.
A lei deve estipular uma percentagem mínima de mulheres nos cargos políticos, repartições e empresas. Os homens dominam praticamente todos os cargos importantes. Só uma sociedade discriminatória o pode suportar. Não fazermos nada para alterar esse estado de coisas é inaceitável.
Mostre que a conclusão apresentada pelo argumentador, com a qual até pode concordar, não é a conclusão que ele pretendia tirar.
Podemos concluir, com o argumentador, que a nossa sociedade é machista sem termos de aceitar que a discriminação positiva que ele propõe é a solução. O facto de a nossa sociedade ser machista não se segue que q discriminação positiva seja a melhor solução, pode até gerar mais discriminação. Esta falácia designa-se vulgarmente de falácia da Conclusão Irrelevante (ignoratio elenchi) que consiste em um argumento provar uma coisa diferente da pretendida.

2 - Epiménides, poeta cretense do século VI a.C., afirmou: «todos os cretenses são mentirosos». Ora, atendendo a que ele próprio era cretense, será o enunciado verdadeiro?
Admitamos que o que Epiménides disse é verdade; daí segue-se que todos os cretenses são mentirosos; logo, o que ele diz, porque é cretense, é falso. Logo, se o que ele diz é verdade, é falso. Estamos perante uma afirmação auto-refutante.
Se admitirmos que o que Epiménides disse é falso, não somos forçados a concluir coisa alguma; não se segue que o que ele disse é verdadeiro. Se o que ele disse é falso, a negação do que ele disse é verdade. A negação do que ele disse é “Alguns cretenses não são mentirosos”. Ora, não há qualquer problema em admitir que Epiménides é cretense e que alguns cretenses não são mentirosos.

PROBLEMAS DE LÓGICA

1- Mostre o que está errado com a seguinte definição:
“A maçã é algo vermelho e redondo”.

2- Tome-se a seguinte frase: “Esta frase é falsa.” Será esta frase verdadeira?

GLOSSÁRIO DE FILOSOFIA

Absurdo
1. Uma frase declarativa sem valor de verdade (sem sentido). 2. Uma falsidade óbvia.

Argumento
Conjunto de proposições em que se pretende justificar ou defender uma delas, a conclusão, com base na outra ou nas outras, a que se chamam as premissas. Por exemplo: o aborto não é permissível (conclusão) porque a vida é sagrada (premissa).

Contra-exemplo
Um exemplo que refuta uma proposição universal. Por exemplo, a existência de um lisboeta infeliz refuta a proposição expressa pela frase "Todos os lisboetas são felizes".

Contratualismo
Em filosofia política chama-se contratualista a qualquer perspectiva que defenda que o estado tem origem num contrato social celebrado entre pessoas livres.

Dilema de Êutifron
Dilema apresentado pela primeira vez por Platão no diálogo Êutifron. Este dilema é um argumento contra a teoria dos mandamentos divinos. Podemos introduzi-lo através de uma pergunta como esta, onde X é um acto como matar, roubar ou mentir: X é errado porque Deus pensa que X é errado ou Deus pensa que X errado porque X é errado? Se optarmos pela segunda hipótese, concluímos que a teoria dos mandamentos é falsa, porque estamos a presumir que certas coisas são erradas independentemente do que Deus pensa sobre elas. Se optarmos pela primeira hipótese, temos de concluir que se Deus considerasse bom fazer coisas como matar, roubar ou mentir, então seria bom fazer essas coisas. Esta hipótese implica implausivelmente que a ética é arbitrária.

CURIOSIDADES FILOSÓFICAS

Quando numa ocasião perguntaram a Santo Agostinho que fazia Deus antes de criar o mundo, este respondeu contrariado: “Estava a criar um inferno para as pessoas que fazem perguntas como esta”.
Esta é uma curiosidade com grande humor filosófico. Divirtam-se e reflictam.

Poesia


SOFRIMENTO DE ESCRITOR

Para escrever
é preciso sofrer.
O sofrer real ou o sofrer fingido.
É do sofrer que saem da pena
aqueles caracteres mágicos
que expressam o sofrimento de quem escreve
e aumenta o sofrimento de quem lê.
Não há escrita sem sofrimento.
Então para quê a escrita
se nos faz infelizes?
É que só da infelicidade damos valor à vida.

António Paulo Gomes Rodrigues
17/03/2008