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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
PORQUE QUEM AMA NUNCA SABE...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
QUE DIZER DE TI MENINO JESUS

que já não esteja dito?
Ao menos, no Natal,
retiram-te da cruz
e retornas à riqueza da tua criação:
à luz das estrelas,
à verdura do musgo,
ao aconchego do burrinho
que carregou contente
o ventre quente de tua mãe,
às ovelhas e aos pastores
e ao curral, onde também
uma vaquinha com seu bafo
te agasalhou do fino frio
de Dezembro;
à àgua das lavadeiras,
e aos montes com neve,
e ao mistério da noite.
Não sei se houve pranto
nas hora em que saíste,
da doçura do manto,
mas na terra houve canto
e no presépio sorris
eternamente tranquilo,
sem o calvário de espinhos
e sem a pressa de cresceres
para a quaresma eterna.
Ao menos no Natal,
retiram-te da cruz
e dela todos fingem
o esquecimento,
até os das esmolas.
Deixam-te ser menino,
apenas menino de todos nós
(e isto desde a era dos avós!)
até que o novo ano chegue
e as janeiras se cantem
em dia de reis,
por memória tua.
Esquecem-te na cruz
e reverberas de luz
e faz-se a festa
do teu nascimento
com rabanadas de pão,
(algumas sofisticadas!)
e aletria e mexidos,
e bolo-rei, ó Rei menino,
e bolos conventuais
nas mesas mais frugais!
Abençoado sejas
por renasceres
sem te cansares,
menino Jesus.
Que nome lindo,
filho de Deus!
Podias vir mais vezes
e trazeres contigo as estrelas
e o mistério dessa noite.
Descansarias da cruz onde
te pregaram eternamente
e a gente amava-te sem chagas
em presépios de musgo
e de pastores.
Talvez ficasses livre do sacrifício
e a tua mãe pudesse sorrir
sem o horror da cruz onde
te pregaram eternamente,
amor em flor!
Dorme menino, dorme, Jesus,
que no presépio velam por ti
o burro, a vaquinha,
Maria e José
e os pastores
e as ovelhinhas,
e os meninos
que sonham contigo,
Jesus renascido!
Dorme, pérola nua
desafogada de crivos,
dorme "menino de sua mãe"
que ainda é dia
e a água é pura
na consoada.
Dorme, Jesus,
dorme tranquilo
sem dor nem mal
e que Deus te dê
um FELIZ NATAL!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
REFLEXÃO SOBRE OS MEUS PRECONCEITOS

domingo, 20 de dezembro de 2009
PRECONCEITOS NO TRABALHO

sábado, 19 de dezembro de 2009
KATÁRSIS II
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Passam hoje duzentos e trinta e nove anos sobre o nascimento de Beethoven. Não podemos ficar indiferentes e para comemorar fica o vídeo de uma parte da 5ª Sinfonia, deste grande compositor.
"Ludwig van Beethoven compõe e divulga a «Quinta Sinfonia» em 1808, colhendo um dos maiores triunfos da sua carreira musical. Junto com a «Nona», é uma obra imortal que ocupa por mérito próprio um lugar de honra na história da música, e ainda hoje é tida como um monumento da criação artística. Trata-se da primeira sinfonia que Beethoven escreveu numa tonalidade menor, o que só voltaria a acontecer justamente com a «Nona». O principal traço da «Sinfonia Nº 5» reside na sua homogeneidade orquestral: com extrema perícia, o compositor consegue integrar um grande número de temas diferentes num todo expressivo e repleto de energia rítmica. Os quatro movimentos constituem um exemplo de alternância - o primeiro revela tensão, o segundo solenidade, o terceiro crispação e o quarto brilhantismo".
EditorialSol 90 - Expresso
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
A TERRA DO NUNCA

sábado, 12 de dezembro de 2009
As relações Precoces e Interpessoais
"Um bébé observa e imita a Beyoncé a dançar (aprendizagem social que ocorre por observação e imitação de um modelo) que é uma das mais importantes formas de aprendizagem."
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A DIVERSIDADE CULTURAL

terça-feira, 8 de dezembro de 2009
A ÚLTIMA PALAVRA

domingo, 6 de dezembro de 2009
UMA VIDA

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
MURMÚRIO

Traze-me um pouco das
sombras serenas
que as nuvens transportam
por cima do dia!
um pouco de sombra , apenas,
vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta
no teu coração!
a alvura, apenas, dos ares
vê que não te peço ilusão
Traze-me um pouco da tua lembrança!
aroma perdido, saudade de flor!
vê que nem te digo - a esperança!
vê que nem sequer sonho,
Amor!
Cecília Meireles
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
VIVER PARA QUÊ?

sábado, 28 de novembro de 2009
NÁUFRAGOS NO PARAÍSO

quinta-feira, 26 de novembro de 2009
PESSOAS

quarta-feira, 25 de novembro de 2009
SOBRE A NATUREZA

domingo, 22 de novembro de 2009
MAR ADENTRO

Este filme possibilita-me exercitar uma reflexão profunda sobre o sentido da vida. A concepção da morte como a razão de toda uma vida, é difícil de interpretar e faz-me repensar os valores morais que adoptamos na nossa sociedade. Afinal, quem tem direito à vida? Que sentido faz criarmos ambições, se existe como superlativo uma morte desejada?
Rámon no seu perfeito estado mental, vive com humor e soberania os dias que atentam contra a sua própria vida. Sem se mover, faz girar a realidade à sua volta.
A paixão que nasce pela advogada que o ajuda no seu caso, ao contrário do que seria comum, não o consegue dissuadir das suas intenções. Daí não me identificar e não entender este problema de desalento que o faz desistir de toda uma vida que aparentemente deixa de ter sentido por uma limitação física. Dado à criação e inovação, uma pessoa extremamente activa de pensamento, Rámon seduz os que o rodeiam, desvaloriza a própria vida e ajuda os outros a encontrar um rumo para as suas. Está isto certo?
Talvez não seja inaceitável perceber que uma pessoa que está a sofrer ambicione mais do que tudo por fim à vida. Mas nem assim acho que o ambicione por querer morrer, talvez esteja influenciada pelo estado de dependência em que se encontra, talvez não queira dar trabalho ou talvez seja cobardia para lutar por uma vida que lhe surgiu com mais obstáculos. Na verdade, acho até injusto quando uma pessoa desiste, quando deixa para trás o carinho dos que fizeram parte da sua construção.
Viver é isso mesmo, ter força para alcançar um certo patamar e depois outro que mais ou menos oculto terá certamente as suas razões para brilhar, as coisas boas e menos boas.
Ter liberdade para morrer poderá ser coerente? Acho que é mais coerente ter liberdade para enfrentar o que se opõe, vivendo, amando, fazendo diferente…
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
POR AQUI E POR ALI

segunda-feira, 16 de novembro de 2009
LÓGICA UM CURSO INTRODUTÓRIO

domingo, 15 de novembro de 2009
O PROBLEMA DO LIVRE- ARBÍTRIO

Vou contar-te um caso dramático. Já ouviste falar das térmitas, essas formigas brancas que, em África, constroem formigueiros impressionantes, com vários metros de altura e duros como pedras? Uma vez que o corpo das térmitas é mole, por não ter a couraça de quitina que protege outros insectos, o formigueiro serve-lhes de carapaça colectiva contra certas formigas inimigas, mais bem armadas do que elas. Mas por vezes um dos formigueiros é derrubado, por causa de uma cheia ou de um elefante (os elefantes, que havemos nós de fazer, gostam de coçar os flancos nas termiteiras). A seguir, as térmitas-operário começam a trabalhar para reconstruir a fortaleza afectada, e fazem-no com toda a pressa. Entretanto, já as grandes formigas inimigas se lançam ao assalto. As térmitas-soldado saem em defesa da sua tribo e tentam deter as inimigas. Como nem no tamanho nem no armamento podem competir com elas, penduram-se nas assaltantes tentando travar o mais possível o seu avanço, enquanto as ferozes mandíbulas invasoras as vão despedaçando. As operárias trabalham com toda a velocidade e esforçam-se por fechar de novo a termiteira derrubada… mas fecham-na deixando de fora as pobres e heróicas térmitas-soldado, que sacrificam as suas vidas pela segurança das restantes formigas. Não merecerão estas formigas-soldado pelo menos uma medalha? Não será justo dizer que são valentes? Mudo agora de cenário, mas não de assunto. Na Ilíada, Homero conta a história de Heitor, o melhor guerreiro de Tróia, que espera a pé firme fora das muralhas da sua cidade Aquiles, o enfurecido campeão dos Aqueus, embora sabendo que Aquiles é mais forte do que ele e que vai provavelmente matá-lo. Fá-lo para cumprir o seu dever, que consiste em defender a família e os concidadãos do terrível assaltante. Ninguém dúvidas: Heitor é um herói, um homem valente como deve ser. Mas será Heitor heróico e valente da mesma maneira que as térmitas-soldado, cuja gesta milhões de vezes repetida nenhum Homero se deu ao trabalho de contar? Não faz Heitor, afinal de contas, a mesma coisa que qualquer uma das térmitas anónimas? Por que nos parece o seu valor mais autêntico e mais difícil do que o dos insectos? Qual a diferença entre um e outro caso? Muito simplesmente, a diferença assenta no facto de as térmitas-soldado lutarem e morrerem porque têm de o fazer, sem que possam evitá-lo (como a aranha come a mosca). Heitor, pelo seu lado, sai para enfrentar Aquiles porque quer. As térmitas-soldado não podem desertar, nem revoltar-se, nem fazer cera para que outras vão em seu lugar: estão programadas necessariamente pela natureza para cumprir a sua heróica missão. O caso de Heitor é distinto. Poderia dizer que está doente ou que não tem vontade de se bater com alguém mais forte do que ele. Talvez os seus concidadãos lhe chamassem cobarde e o considerassem insensível ou talvez lhe perguntassem que outro plano via ele para deter Aquiles, mas é indubitável que Heitor tem a possibilidade de se recusar a ser herói. Por muita pressão que os restantes exercessem sobre ele, ele teria sempre maneira de escapar daquilo que se supõe que deve fazer: não está programado para ser herói, nem o está seja que homem for. Daí que o seu gesto tenha mérito e que Homero nos conte a sua história com uma emoção épica. Ao contrário das térmitas, dizemos que Heitor é livre, e por isso admiramos a sua coragem.
sábado, 14 de novembro de 2009
DOIS MODOS DE SILENCIAR

Há tantas maneiras de tentar silenciar ideias que não nos agradam que seria pouco prudente tentar fazer uma lista de todas elas. Mas vale a pena falar de duas delas.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
O MITO DOS ARGUMENTOS COERENTES
Escrito por Desidério Murcho
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A COMPLEXIDADE DO SER HUMANO E O SEU INACABAMENTO BIOLÓGICO

Obviamente, esta teoria não foi corroborada, pelo contrário, sabemos que a verdade se encontra na concepção epigenética. A epigénese diz-nos que o ser humano resulta do seu código genético e da interacção com o meio. O meio adquire, assim, um papel fundamental no desenvolvimento do Homem. O que nos leva a considerar que somos seres inacabados quer física quer psicologicamente, pois a existência humana deriva de inúmeros acontecimentos e do nosso potencial herdado. O nosso inacabamento pode-se dizer ser duplo, dado que somos caracterizados pelo inacabamento mental – prematuridade -, e pelo físico – neotenia. A prematuridade permite-nos crescer e desenvolver psicologicamente da melhor forma possível, se inicialmente temos necessidade de aprender a falar, caminhar, escrever (ao contrário dos animais, que nascem com uma Natureza dada), conseguimos facilmente evoluir para um estado racional muito superior. Já a neotenia permite o nosso mais correcto crescimento físico, crescemos progressivamente, sendo que o nosso cérebro, por exemplo, nunca pára de crescer.
O inacabamento humano traz, deste modo, inúmeras vantagens, pois possibilita a evolução progressiva do ser humano, este é, pois, capaz de se adaptar e, em função das condições em que terá de crescer, desenvolver-se. Somos portanto capazes de produzir um organismo cada vez mais complexo, como afirma o excerto.
O ser humano caracteriza-se, assim, pela complexidade do seu desenvolvimento, que nos leva a considerar o quão perfeita a Natureza é!
terça-feira, 10 de novembro de 2009
VIVER PARA QUÊ?

Esta colecção proporciona aos leitores de língua portuguesa antologias de ensaios filosóficos centrais. As antologias incidem em questões capazes de interessar a um público muito amplo, e não apenas a investigadores e professores especializados. Cada um dos livros reúne ensaios de qualidade internacionalmente reconhecida, introduzindo o leitor num debate filosófico vivo em que as diversas perspectivas são defendidas pelos que melhor as representam.
Viver Para Quê? Ensaios Sobre o Sentido da Vida Organização e tradução de Desidério Murcho, Universidade Federal de Ouro Preto
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O PAPEL DA ACÇÃO GENÉTICA NOS SERES HUMANOS

Hoje em dia, é ponto assente que a hereditariedade e o meio ambiente não poderão ser tomados como factores isolados na análise do ser humano. ( «Toda a pessoa é o resultado de uma complexa história de desenvolvimento, em que se entrelaçam factores hereditários e experienciais.»).
Não foi, todavia, sempre assim. A comprovar-se pela concepção preformista, que defendia que toda a estrutura humana já se encontrava no interior do ovo (homem em miniatura – homúnculo), sendo que a sua evolução apenas se daria relativamente ao aumento de tamanho. É, portanto, uma teoria determinista, pois considerava que toda a informação já se encontrava ancorada no código genético, descurando a influência do meio ambiente na evolução humana.
Esta teoria foi, posteriormente, posta de lado, uma vez comprovada a influência do meio ambiente no homem. O ser humano, através da aprendizagem, por exemplo, desenvolve capacidades cujo registo não se encontrava no código genético. Tal vai de encontro à ontogénese, que não só promove a variabilidade individual que escapa ao determinismo genético, como também prolonga os efeitos da genética sem serem por estes determinados.
Esta influência do meio ambiente vai ser, também, essencial para ultrapassar o inacabamento humano, uma vez que se trata de um ser prematuro e neóteno, isto é, inacabado psicológica e fisicamente, respectivamente.
“Retiram-nos do forno ainda a meia cozedura”: de facto, as capacidades físicas e psicológicas do ser humano estão ainda, no momento do nascimento, por desenvolver. Não é capaz, como um bezerro ou veado, por exemplo, de se erguer (e repeti-lo insistentemente após tentativas falhadas) logo após ter saído do seio materno. O homem não pode ser considerado um ser detentor de livre-arbítrio logo que nasça.
Assim, esta constante (e desafiadora) evolução humana, permite que o ser humano seja capaz de se adaptar ao meio que o envolve, de ter sede de possuir mais conhecimentos, e criatividade também, para conseguir ultrapassar os desafios que enfrenta ao longo da sua vida, o que favorecerá o aparecimento de adaptadas e diferentes culturas.
O Homem torna-se, assim, um (e o) ser mais completo e complexo, capaz de superar a hipotética e aparente desvantagem do inacabamento humano.
Antea Gomes, nº5 - 12º C
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
FICHA SOBRE AS FALÁCIAS INFORMAIS

1 -Podemos aceitar que há fenómenos telepáticos, porque até agora não se provou que não existem.
2- Os alunos ou têm o desejo de aprender ou não têm.
3 - A razão porque se dissolve o açúcar é porque ele é uma substância solúvel.
4 - A tua tese de que a alma é imortal não tem qualquer fundamento, porque já estiveste preso e, ainda por cima, chumbaste dois anos seguidos na disciplina de Filosofia.
5 - Durante a reunião, tive muita dificuldade em concentrar-me. O João não parava de fumar. O fumo foi, obviamente, a causa da minha dificuldade de concentração.
6 -Ou me amas ou me odeias!
7- A nossa teoria é, sem dúvida, a melhor. Aquele que a contestar será enforcado.
8 -Fui eu quem cometeu esse crime, mas não mereço uma pena tão pesada. Faço um apelo a quem tiver um coração a bater dentro do peito para que pense na dor dos meus filhos quando souberem que o pai foi encarcerado, e na saudade que eu vou sentir por estar longe deles.
9- «O que fulano diz sobre o balanço da empresa não pode ser levado a sério. Afinal ele traiu a mulher,..»
1o - «A Bíblia é perfeita porque é a Palavra de Deus. E como sabemos que é a Palavra de Deus? Ora, pela sua perfeição.»
11 - «Porque é que sou a pessoa mais indicada para liderar o partido? Porque, de entre todos os outros candidatos, considerando as minhas qualificações, sou a melhor pessoa para o cargo.»
12 -«Se o carro do Pedro tem a mesma cor do João, então é provável que consuma o mesmo do João – 51/100 km.»
13 -«Quem não é por mim é contra mim. Você não me apoia na campanha. Logo, você vai lutar contra a minha eleição.»
14 -«Quem faz uma... faz duas ou três. O relógio deixou de ser visto logo após a sua saída. Portanto, foi você que o roubou.»
15 -«Amanhã tens de saber a tabuada, senão vais ver quantas vezes tens de a copiar…»
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
FAMÍLIA iii

«A família já não é o agente central da socialização na nossa sociedade como o foi noutros tempos e noutras sociedades. Com muito maior importância surgiram, fora do âmbito da unidade doméstica, as instituições especializadas de carácter educativo. Mesmo durante o período pré-escolar, a família foi afectada por certos factores que lhe são exteriores. Sem contar com o número cada vez maior de creches pré-escolares, temos ainda o aparecimento do que se pode designar por indústria de orientação e conselhos aos pais, onde se incluem as grandes lojas para mães e as aulas especiais. E, além disso, não devemos esquecer os efeitos da televisão ao fornecer modelos de vida e de sociedade que podem estar, eventualmente, em desacordo com aqueles que a família oferece.
Embora, em muitos casos, as funções de socialização da família tenham sido substituídas por outras instituições mais formais, seria errado sugerir que a família e a educação existem como instituições independentes na nossa sociedade.»
Peter Worsley, Introdução à Sociologia, Publicações Dom Quixote, 1974 (adaptado)
FAMÍLIA ii

Sofia Aboim, "Evolução das estruturas domésticas (Dossiê «Famílias no censo 2001: caracterização
e evolução das estruturas domésticas em Portugal»)" in Sociologia — Problemas e Práticas, n.º 43, Janeiro de 2004
A família em mutação
As transformações do nosso século modificaram profundamente o tecido social. (...) O emprego das mães, por exemplo, retira-lhes tempo para consagrar à família. (...) Como corolário aparece o novo pai, mais à vontade nas tarefas que, outrora, eram estritamente da alçada da mãe, como os cuidados prestados ao bebé.»
FAMÍLIA

«Uma Família é um grupo de pessoas unidas directamente por laços de parentesco, no qual os adultos assumem a responsabilidade de cuidar das crianças. Os laços de Parentesco são relações entre indivíduos estabelecidas através do casamento ou por meio de linhas de descendência que ligam familiares consanguíneos (mães, pais, filhos e filhas, avós, etc.). O Casamento pode ser definido como uma união sexual entre dois indivíduos adultos, reconhecida e aprovada socialmente. Quando duas pessoas se casam, tornam-se parentes; contudo, o casamento une também um número mais vasto de pessoas que se tornam parentes. Pais, irmãos e outros familiares de sangue tornam-se parentes do outro cônjuge através do casamento.»
Anthony Giddens, Sociologia, Fundação Calouste Gulbenkian, 2004, 4ª edição
domingo, 1 de novembro de 2009
SABEDORIA SEM RESPOSTAS

Uma Breve Introdução à Filosofia
Deus existe?
Porque existe o Universo?
O que é o eu?
Qual o significado da vida?
Que é a morte?
Dispomos de livre-arbítrio?
Que é o conhecimento?
Que significa a moral?
O leitor poderá abordar frontalmente estas perguntas e explorará os modos como elas o afectam. E aprenderá a abandonar as respostas preconcebidas e a pensar de forma crítica nas ideias filosóficas que podem transformar a sua vida."
Aqui fica o Prefácio da obra como forma de despertar a curiosidade para a leitura.
Sócrates usava a filosofia para pôr tudo em causa, mesmo aquilo que ele tomava como garantido ao pôr tudo em causa! Usou a filosofia - como todos os verdadeiros filósofos usam - para mostrar como podemos tirar o tapete debaixo dos nossos próprios pés, como cortar através do escudo de respostas que nos separa do mistério.
Temas e Debates, 1ª edição: Fevereiro 2004